O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), pediu neste sábado (8) fiscalização extraordinária da ANAC nos voos panorâmicos de helicóptero na cidade. O pedido veio horas depois de um helicóptero cair no Alto da Boa Vista e matar três turistas colombianas e o piloto.
Segundo o prefeito, a agência sinalizou a possibilidade de suspender os voos panorâmicos por uma a duas semanas, período em que faria inspeção mais intensa de helipontos, aeronaves e manutenção. Cavaliere defendeu a suspensão temporária como parte do pedido.
O helicóptero que caiu era um Robinson R44, de prefixo PP-MFS, operado pela empresa Voos Rio Panorâmico. O passeio custava R$ 2.550 por pessoa e duraria cerca de 20 minutos.
A causa do acidente é investigada pelo Cenipa e pela Polícia Civil.
Por que o pedido agora
Cavaliere citou que a cidade teve mais de um acidente com helicóptero nos últimos um a dois meses antes deste. Para o prefeito, o padrão de repetição é o que justifica pedir fiscalização ampla, e não apenas investigar o caso mais recente.
A ANAC já fiscalizou o setor antes. Em fevereiro deste ano, a agência abordou 43 aeronaves em nove aeródromos do Rio na operação Voe Seguro RJ. Um helicóptero foi interditado por voo panorâmico clandestino, sem os padrões mínimos exigidos de manutenção, tripulação e seguro.
O que fica em aberto
Não há, até a publicação desta matéria, prazo confirmado pela ANAC para responder ao pedido do prefeito nem decisão oficial sobre a suspensão. A pergunta que fica é se a fiscalização vai mudar a forma como esse tipo de voo opera na cidade, ou se vai se limitar a um período curto de inspeção.














