O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (8) o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que ele receba a visita dos filhos neste domingo (9), Dia dos Pais. Moraes manteve a decisão de julho que suspendeu por 30 dias todas as visitas ao ex-presidente, exceto as médicas, fisioterapêuticas e as dos advogados.
A suspensão foi imposta depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nas redes sociais uma carta manuscrita do pai. Moraes entendeu que a publicação violou a proibição de Jair Bolsonaro usar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e que o episódio caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.
No pedido enviado ao STF, os advogados de Bolsonaro pediram, "em caráter absolutamente excepcional", a liberação das visitas de Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Flávio Bolsonaro na tarde deste domingo. A solicitação não incluiu Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos.
A defesa argumentou que as visitas não comprometeriam "o regular cumprimento da pena ou das cautelares impostas" ao ex-presidente. Moraes rejeitou o pedido.
O que motivou a suspensão das visitas
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Em julho, ao determinar a suspensão, Moraes já havia ampliado as restrições. O ex-presidente ficou proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de outubro e de divulgar manifestos político-eleitorais por qualquer meio, mesmo por terceiros.
"Patente, portanto, o desrespeito de Jair Bolsonaro à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitário", escreveu Moraes na ocasião.














