Um helicóptero caiu na manhã deste sábado (8) em uma área de mata na Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Sul do Rio de Janeiro, e matou as quatro pessoas a bordo. Morreram o piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique, cujos corpos ficaram carbonizados.

O Corpo de Bombeiros do Rio recebeu o chamado às 11h11 e mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais para o resgate. O Grupamento de Operações Aéreas (GOA) localizou os destroços em uma região de mata muito íngreme, com trechos de precipício.

Segundo o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, o acesso ao local só é possível com técnicas de corda e equipamentos de segurança. Equipes avançaram a pé por vegetação densa para chegar aos destroços e controlar focos de incêndio na mata provocados pelo impacto.

A causa da queda ainda não foi determinada.

O que se sabe sobre o helicóptero

A aeronave era um Robinson R44, modelo de 3,27 m de altura e 11,65 m de comprimento, com capacidade para três passageiros além do piloto — o mesmo número de ocupantes confirmado no acidente. Segundo dados do fabricante, o R44 tem autonomia de 550 km e velocidade máxima de 240 km/h.

Os corpos ficaram carbonizados, o que deve exigir perícia da Polícia Civil para a identificação oficial. O Cenipa, órgão da Aeronáutica responsável por investigar acidentes aéreos, também vai apurar a causa da queda. Contreiras disse que o objetivo é retirar os corpos "o quanto antes, de preferência ainda hoje".

O ponto em aberto

É o segundo acidente fatal com helicóptero no Rio em menos de dois meses. Em 14 de junho, dois aparelhos colidiram no ar sobre o Recreio dos Bandeirantes e mataram seis pessoas, entre elas o músico americano Oliver Tree. As duas investigações ficam a cargo do Cenipa, cujo relatório final pode levar até cinco anos para ficar pronto. A pergunta que fica é se o intervalo de menos de dois meses entre dois acidentes fatais muda alguma regra para os voos turísticos que sobrevoam a Floresta da Tijuca todos os dias.