O Senado dos Estados Unidos confirmou, nesta sexta-feira (7), Daniel Perez como novo embaixador americano no Brasil. A aprovação veio dentro de um pacote de 74 indicações de Donald Trump, aprovado por 51 votos a 47, e ocorre em meio à crise diplomática entre os dois países.

A votação seguiu integralmente a divisão partidária: os republicanos aprovaram, e os democratas e independentes votaram contra. O pacote incluiu 11 embaixadores para países estrangeiros, cinco indicados a cargos com status de embaixador e seis indicados a secretário de Estado adjunto.

Perez era presidente da Câmara de Representantes da Flórida e renunciou ao cargo estadual após a confirmação pelo Senado, com saída marcada para sexta-feira (21).

Ele deve tomar posse como embaixador ainda este mês.

Por que falta o agrément

Para representar oficialmente os EUA no Brasil, Perez precisa do agrément, a aprovação formal do governo brasileiro a um embaixador estrangeiro. Segundo a Agência Brasil, o governo brasileiro tem adiado essa aprovação em meio à disputa diplomática com Washington.

O pano de fundo é a revogação, pelos EUA, do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, na terça-feira anterior (4). O Departamento de Estado americano apontou a recusa brasileira em aceitar a indicação de Perez como um dos principais motivos da revogação. O governo brasileiro repudiou a medida e rebateu as alegações dos EUA.

O ponto em aberto

Perez segue sem data para assumir o posto em Brasília: falta o agrément do governo brasileiro, represado em meio à disputa entre os dois países. Enquanto o impasse não se resolve, a embaixada dos EUA no Brasil segue sem embaixador titular reconhecido pelos dois lados.