O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 4,7 milhões ao registrar a candidatura à reeleição, queda de R$ 2,6 milhões frente aos R$ 7,4 milhões declarados em 2022. A maior parte dos bens, R$ 3,3 milhões, está em planos de previdência privada.
A declaração foi feita no registro da candidatura, movimento que os partidos têm até o dia 15 de agosto para formalizar na Justiça Eleitoral. Em relação a 2022, Lula reduziu de três imóveis para um e de dois carros para um só — hoje tem apenas um Chevrolet 2010/2011.
Onde está o patrimônio de Lula
A maior fatia dos bens declarados, R$ 3,3 milhões, está em dois planos de previdência privada (VGBL). Em 2022 era um único plano, de R$ 5,5 milhões. O restante do patrimônio inclui metade de um apartamento em São Bernardo do Campo, avaliada em R$ 50 mil, três terrenos e uma casa em construção na mesma cidade, aplicações em fundo imobiliário e fundo de curto prazo, cotas na empresa de palestras e eventos L.I.L.S. e um crédito da cooperativa habitacional Bancoop.
Também saíram da lista créditos de empréstimo pessoal e valores que estavam bloqueados judicialmente e já foram devolvidos.
Como se compara com outros pré-candidatos
O patrimônio declarado por Lula é bem menor que o de outros nomes na disputa presidencial de 2026. Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais — deixou o cargo em março para concorrer à Presidência —, declarou R$ 178,7 milhões — alta de R$ 49 milhões frente aos R$ 129,7 milhões de 2022. A maior parte da fortuna de Zema, R$ 94,5 milhões, está em cotas da holding familiar Ricardo Zema Participações Ltda.
Questionado sobre o crescimento do patrimônio, Zema respondeu: "Como não tem o que falar do meu governo, estão implicando com meu sucesso empresarial. Parece que aqui no Brasil sucesso incomoda."














