O Partido Novo confirmou, por unanimidade, a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República em convenção nacional realizada em Brasília nesta segunda-feira (27). O ex-governador de Minas Gerais, que deixou o cargo em março para concorrer, usou o discurso de lançamento para apresentar sua gestão à frente do estado como a principal credencial para disputar o Planalto.
"O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula. Se tem alguém que sabe como derrotar o PT, sou eu. Sou o mais qualificado para fazer o Brasil prosperar novamente, assim como fiz em Minas", discursou Zema na convenção.
O legado mineiro como vitrine de campanha
Zema governou Minas Gerais por sete anos e meio, entre 2019 e março de 2026, quando renunciou para disputar a Presidência — o vice-governador Mateus Simões assumiu o governo estadual em seu lugar. Nos discursos de lançamento, o candidato citou R$ 530 bilhões em investimentos privados atraídos ao estado e a criação de mais de 1 milhão de empregos formais durante sua gestão, além de dizer ter equilibrado as contas públicas e reduzido despesas sem escândalos de corrupção.
Antes da vida pública, Zema também cita a experiência como empresário: fundou uma empresa no interior de Minas que gerou mais de 5 mil empregos diretos, argumento que usa para dizer que entende os desafios de quem empreende no Brasil.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, discursou na convenção destacando que Zema deixou "um legado de boa gestão em Minas Gerais" e demonstrou "uma vida pública de integridade, coragem e competência". Ribeiro foi direto sobre o adversário da campanha: "Como enterramos o PT em Minas Gerais, vamos enterrar o PT no Brasil".
Plataforma e a disputa dentro da direita
Zema apresentou como bandeiras de campanha a responsabilidade fiscal, o combate à corrupção e a eficiência administrativa, além de propostas na segurança pública como classificar facções criminosas como organizações terroristas, endurecer penas para reincidentes e construir presídios de segurança máxima para líderes do crime organizado.
Sobre a pulverização de candidaturas no campo conservador, o candidato já havia defendido que a pluralidade de nomes não enfraquece a direita: "Fico muito satisfeito de nós termos bons nomes pela direita", disse à CNN Brasil, argumentando que "mais candidatos para a direita significa mais votos para a direita, e esses votos serão transferidos para o candidato que passar para o segundo turno". Zema já sinalizou apoio ao senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
O nome do vice na chapa ainda não foi definido — o partido negocia aliança com o Podemos, e o empresário mineiro Geraldo Rufino é cotado para a posição. O prazo para formalizar as candidaturas junto à Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto.
















