O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, está fechado ao público desde a terça-feira (28). A empresa terceirizada contratada interrompeu a prestação dos serviços de vigilância das salas de exposição, e a instituição entendeu que não havia como manter a visitação em segurança.

Em nota, o museu — vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) — afirmou que "o fechamento temporário do museu decorre da interrupção, por parte da empresa terceirizada contratada, da prestação dos serviços de vigilância das salas de exposição, atividade essencial para garantir a visitação do acervo, das instalações e do público".

Em comunicado, a instituição classificou a paralisação como uma "interrupção inesperada e unilateral da prestação dos serviços de vigias de sala pela empresa terceirizada responsável", situação que inviabilizava "a manutenção das condições necessárias ao funcionamento seguro da instituição".

Sem data para reabrir

Não há prazo definido para a retomada das atividades. O museu informou que está adotando "todas as providências administrativas e legais cabíveis", em articulação com instâncias superiores, para regularizar a prestação do serviço e restabelecer o funcionamento pleno "o mais breve possível".

Enquanto isso, segundo o Ibram, "um plano de contingência permite o atendimento restrito e gradativo de públicos previamente agendados".

O impacto não é pequeno. Em 2024, o Museu da Inconfidência recebeu 347 mil visitantes e foi o mais visitado entre os 27 museus administrados pelo Ibram em todo o país.

O prédio e o acervo

A instituição ocupa a antiga Casa de Câmara e Cadeia de Ouro Preto, considerada um dos principais prédios da arquitetura nacional e um dos principais equipamentos culturais da cidade. O acervo reúne o material histórico e artístico ligado à Inconfidência Mineira, com documentos do movimento, pertences de Tiradentes, peças da forca, mobiliário dos séculos 18 e 19, peças sacras e livros.

Não é a primeira interrupção recente. O museu já havia ficado seis meses fechado em 2025: parou em fevereiro e só reabriu em 30 de agosto daquele ano, para obras de reforma estrutural que incluíram revisão do sistema elétrico, instalação de extintores e detectores de fumaça, adequação de saídas de emergência, troca de iluminação, limpeza da fachada e conservação preventiva do acervo. À época, o diretor da instituição resumiu o quadro encontrado como "fios desencapados, número incipiente de extintores de incêndio, saída de emergência fechada, projeto elétrico defasado".