A arrecadação das receitas federais alcançou R$ 264,4 bilhões em junho deste ano, com crescimento real de 7,7% em relação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação. Os números foram divulgados pela Receita Federal na quinta-feira (30) e representam o melhor desempenho da série histórica iniciada em 1995, tanto para o mês quanto para o semestre.
No acumulado do primeiro semestre, as receitas somaram cerca de R$ 1,587 trilhão, avanço real de 6,63% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. Do total arrecadado em junho, R$ 255,3 bilhões correspondem às receitas administradas pela própria Receita Federal.
Segundo o órgão, contribuiu para o resultado o comportamento favorável dos principais indicadores econômicos que afetam a arrecadação — atividade econômica, massa salarial e importações.
Quais tributos puxaram a alta
Entre os tributos que mais contribuíram para o aumento estão o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A arrecadação conjunta dos dois somou R$ 33,2 bilhões em junho, alta real de 20,4% sobre o mesmo mês do ano passado.
A arrecadação previdenciária atingiu R$ 64,48 bilhões, com crescimento real de 4,7%. De acordo com a Receita, o resultado foi favorecido pelo aumento real da massa salarial e pela redução da desoneração da folha de pagamento, com os efeitos da reoneração gradual das contribuições patronais.
Os tributos ligados ao comércio exterior e aos rendimentos financeiros também empurraram o número para cima: a arrecadação vinculada às importações subiu 22,87% na comparação com junho de 2025, impulsionada pelo crescimento das importações, enquanto o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital teve alta real de 12,4%, refletindo o desempenho das aplicações financeiras.
O recorde tem asterisco
Dois fatores atípicos responderam por R$ 7,8 bilhões da arrecadação de junho: R$ 4 bilhões em tributos sobre resultados de empresas e R$ 3,8 bilhões em imposto de exportação de petróleo. Descontados esses efeitos, o crescimento real do mês teria sido de 4,38%, e não de 7,72%.














