Os gastos de turistas internacionais no Brasil somaram R$ 28,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior valor já registrado. O resultado é 13% superior aos R$ 25,5 bilhões contabilizados no mesmo período de 2025, segundo dados do Ministério do Turismo divulgados pelo Banco Central.
Em dólares, os visitantes estrangeiros deixaram US$ 5,6 bilhões no país entre janeiro e junho — crescimento de 12% sobre os US$ 5 bilhões do primeiro semestre de 2025.
Somente em junho, os gastos de estrangeiros chegaram a US$ 809 milhões, 17,8% acima dos US$ 691 milhões de junho de 2025. Em reais, o montante do mês foi de R$ 4,12 bilhões, alta de 17,1% ante os R$ 3,52 bilhões registrados um ano antes.
Chegadas por avião são recorde da série
Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil contabilizou 5.261.733 chegadas de turistas internacionais. Desse total, 3.531.233 visitantes entraram por via aérea, expansão de 13,3% na comparação com o mesmo período de 2025 e o maior volume da série histórica para os seis primeiros meses do ano. Os aeroportos responderam por 67% das entradas de turistas estrangeiros no período.
Para o presidente da Embratur, Bruno Reis, o desempenho indica que o visitante está permanecendo mais tempo no país. "O crescimento de 12% no semestre mostra que ocorreu um aumento do tíquete médio do turista internacional no Brasil, que está ficando mais tempo e gastando mais", afirmou.
Aviação doméstica e turismo de negócios
Os números do turismo internacional vieram acompanhados de outros recordes do setor no primeiro semestre. A aviação doméstica transportou 50,1 milhões de passageiros no período, marca inédita, e o turismo de negócios movimentou R$ 7,18 bilhões entre janeiro e junho de 2026, o maior faturamento da história para o segmento.
"É um momento muito positivo para o turismo. O setor vem, nos últimos anos, e especialmente em 2026, se consolidando como um dos principais motores do desenvolvimento econômico", declarou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.












