O cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025, um crescimento de 12% em relação a 2024. Os números constam do AnuárioCoop 2026, levantamento anual da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) com dados de referência de 31 de dezembro de 2025.
O ritmo é maior que o dos anos anteriores: a receita do setor havia crescido 5,5% entre 2022 e 2023 e 9,4% entre 2023 e 2024, quando somou R$ 757,9 bilhões.
O levantamento contabiliza 4.400 cooperativas, presentes em 3.425 municípios, e 29 milhões de cooperados — um avanço de 12,5% em um ano e de 87% sobre 2019, quando o país tinha 15,5 milhões de associados. Os ativos totais chegaram a R$ 1,6 trilhão e as sobras, a R$ 61,3 bilhões.
Minas Gerais na frente
No recorte por estado, Minas Gerais lidera em números absolutos, com 755 cooperativas. Em crescimento proporcional, quem aparece à frente é Alagoas, com alta de 13%, seguida do Ceará, com 12,4%.
Emprego e os dois maiores ramos
As cooperativas empregavam 613,4 mil pessoas de forma direta ao fim de 2025, um aumento de 6,1% sobre 2024 — ritmo bem acima do avanço do emprego formal brasileiro no período, de 2,7%.
Entre os oito ramos do setor, dois concentram a maior parte dos números. O crédito reúne R$ 1,16 trilhão em ativos, 72,3% do total, e 22,96 milhões de associados, 79,5% do total. Já o agropecuário responde por R$ 487,3 bilhões de receita, 57,4% do faturamento do cooperativismo, e por 277 mil trabalhadores, 45,2% dos empregos do setor, com crescimento de 11,2% no ano.














