A Eve Air Mobility, controlada pela Embraer, concluiu na segunda-feira (3) o primeiro voo da fase de transição do seu eVTOL, o "carro voador" brasileiro. No teste, sem tripulantes, o protótipo percorreu 1,5 quilômetro, atingiu 27 metros de altitude e chegou a 55 km/h em pouco mais de 3 minutos.
Foi a primeira vez que a empresa acionou em pleno voo a hélice propulsora traseira, peça responsável por empurrar a aeronave da sustentação vertical para o voo de avanço, como um avião.
"O acionamento bem-sucedido da propulsão traseira valida um item", disse Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility.
As próximas etapas incluem validar o sistema de comunicação por rádio da aeronave e ampliar a velocidade dos voos, hoje limitada a 55 km/h, até 92 km/h.
A aeronave ainda depende da regulamentação final da ANAC para operar no Brasil. A agência divulgou os critérios de aeronavegabilidade em 2024 e agora revisa o texto para harmonizá-lo com as diretrizes da FAA (Federal Aviation Administration), dos Estados Unidos.
Faltam ainda a rede de vertiportos, os pontos de pouso e decolagem no solo, e os protocolos de integração da aeronave ao espaço aéreo já ocupado pela aviação convencional.
O protótipo já soma cerca de 30 voos desde o fim de 2025, com a meta de chegar a 300 até o fim deste ano.
Em março, ele voou em demonstração para o presidente Lula e outras autoridades, na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP).
A Eve mira o início das entregas comerciais entre 2027 e 2028, conforme diferentes divulgações da empresa. A certificação segue em andamento junto à ANAC.













