Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) encontrou novas evidências que confirmam que a Cratera de Colônia, na zona sul da capital paulista, foi causada pelo impacto de um asteroide. A cratera tem 3,6 km de diâmetro e fica na região de Parelheiros. A pesquisa foi publicada na revista Earth and Planetary Science.
A cratera foi identificada em 1964, e sua origem por impacto de corpo celeste foi confirmada em 2013. Agora, pela primeira vez, pesquisadores da USP e do Instituto de Pesquisas Ambientais de São Paulo identificaram grãos de zircão com deformação causada por choque no local — evidência mineral que reforça a origem extraterrestre da cratera. Foram analisados 40 grãos, cada um com cerca de 50 micrômetros, e seis passaram por caracterização microscópica detalhada.
O que o impacto causou
O choque gerou uma pressão de cerca de 40 quilobares — o equivalente a 40 mil vezes a pressão atmosférica ao nível do mar — e temperatura de cerca de 5 mil°C. A destruição se estendeu por pelo menos 20 a 30 quilômetros de distância do ponto de impacto. A datação exata de quando o asteroide atingiu a região ainda não foi feita.
O estudo foi liderado por Victor Velázquez Fernandez, docente da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, e publicado sob o título "Shock-Related Microstructural Deformation in Zircon from the Colônia Impact Crater, Brazil".












