As seis centrais sindicais entregaram nesta sexta-feira (31) um documento com 12 propostas para enfrentar os efeitos do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O texto é assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST e foi recebido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, durante reunião em São Paulo.
No documento, as entidades manifestam preocupação com os efeitos da disputa comercial sobre a economia brasileira. "Diante do agravamento da guerra comercial desencadeada pelas novas medidas protecionistas do governo dos EUA, as centrais sindicais expressam preocupação com os múltiplos impactos sobre a economia nacional", diz o texto.
Emprego como contrapartida do socorro
O ponto mais direto da proposta liga o dinheiro público à preservação de postos de trabalho: as centrais defendem que a manutenção das vagas seja exigida das empresas que quiserem acessar os programas de socorro.
A lista pede ainda incentivo à produção nacional, ampliação dos investimentos públicos, fortalecimento do BNDES e proteção dos empregos como diretriz geral da resposta do governo.
Novos mercados, Mercosul e fundos de compensação
O documento propõe ainda a busca por novos mercados para os produtos tarifados, o estímulo via compras públicas com política de conteúdo local e o fortalecimento do Mercosul.
As centrais também sugerem investimento em infraestrutura de transporte, energia, habitação, saúde e educação; a revisão da Lei de Patentes; a criação de fundos de compensação para os trabalhadores afetados pelo comércio internacional; e o fortalecimento da organização sindical.














