O contrato de trabalho de Memphis Depay com o Corinthians venceu nesta sexta-feira (31) sem que a renovação tivesse sido assinada. O atacante entrou no último dia de vínculo ainda sem colocar a caneta no papel: o clube aguarda o retorno dele ao Brasil para a realização de exames médicos e só depois formalizará o novo contrato.
Mesmo com o prazo esgotado, a diretoria alvinegra se diz respaldada. Segundo o clube, a CBF foi consultada e autorizou o registro da renovação no Boletim Informativo Diário (BID) mesmo após o fim do contrato anterior.
Por que os transfer bans não travam a renovação
O Corinthians tem três transfer bans em vigor — punições que impedem o registro de novas contratações. Um deles está ligado à dívida pela contratação do zagueiro Félix Torres, aplicada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
A restrição, porém, não alcança o caso de Memphis. "Como não é uma transferência entre clubes, apenas um novo contrato com o mesmo clube, não tem nenhum empecilho para o registro", informou a CBF.
Os dirigentes também citam um precedente do próprio jogador: quando ele chegou ao clube, o vínculo constou no sistema com validade até 20 de junho, enquanto o contrato de trabalho previa permanência até 31 de julho.
Dívida de R$ 42 milhões parcelada até 2028
O novo acordo, com validade até meados de 2028, prevê o parcelamento de uma dívida de R$ 42 milhões que o Corinthians tem com o atacante. Memphis abriu mão de encargos trabalhistas, juros e correção monetária que poderiam elevar o montante para cerca de R$ 75 milhões.
O pagamento seria feito em quatro parcelas, a partir de fevereiro de 2027, com desembolsos a cada seis meses e a última cota em julho de 2028. O jogador também aceitou reduzir o salário: o novo valor equivale ao que recebe Yuri Alberto, artilheiro da equipe.
O técnico Fernando Diniz tratou a permanência como provável, mas evitou cravar. "Muito provavelmente [Memphis seguirá no time]. Embora não esteja sacramentado, as negociações estão andando de forma muito positiva", disse.














