O estado de São Paulo fechou o primeiro semestre de 2026 com o maior número de feminicídios já registrado na série histórica iniciada em 2018. Foram 141 ocorrências entre janeiro e junho, que resultaram na morte de 142 mulheres — duas delas assassinadas em uma mesma ocorrência.
O total representa alta de 10% sobre as 129 vítimas contabilizadas no mesmo período de 2025. Os números são da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).
Junho teve queda no feminicídio, mas alta em outros indicadores
Olhando apenas o mês de junho, o feminicídio recuou: foram 17 vítimas em 2026, contra 21 em junho de 2025. O alívio, porém, não se repetiu nos demais indicadores de violência de gênero no mesmo mês.
Os registros de descumprimento de medida protetiva de urgência somaram 2.099 ocorrências em junho de 2026, contra 1.702 um ano antes — alta de 23,3%. Os casos de lesão corporal dolosa contra mulheres passaram de 5.069 para 5.604, avanço de 10,5%.
Também cresceram, em junho, os registros de estupro de vulnerável: 848 vítimas em 2026 contra 719 em 2025. O balanço da SSP aponta ainda aumento nos casos de perseguição (de 2.731 para 3.037 registros) e de violência psicológica (de 326 para 509 casos).
Onde pedir ajuda
A Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180, do Ministério das Mulheres, é gratuita e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados, de qualquer lugar do Brasil. O canal também atende por WhatsApp, no número (61) 9610-0180, e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.
O serviço orienta sobre leis e direitos, informa onde ficam os equipamentos da rede de atendimento — como a Casa da Mulher Brasileira, os Centros de Referência, as Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), a Defensoria Pública e o Ministério Público — e registra e encaminha denúncias aos órgãos competentes.














