A conta de luz vai continuar com cobrança extra em agosto. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou na sexta-feira (31) a manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A cobrança vale para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

É o quarto mês consecutivo com a bandeira amarela acionada: ela entrou em vigor em maio e se manteve em junho e julho.

Por que a bandeira continua amarela

Na avaliação da agência, a sinalização "reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado".

Os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste estavam com 63,06% da capacidade no anúncio da bandeira, e os do subsistema Norte, com 89,89%. As afluências na Região Sudeste ficaram próximas a 90% da média histórica.

Quanto custa cada bandeira

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica e funciona como um sinal na conta de luz. Na verde, não há acréscimo. Na amarela, a cobrança extra é de R$ 1,885 por 100 kWh. Na vermelha patamar 1, sobe para R$ 4,46, e na vermelha patamar 2 chega a R$ 7,87 pelo mesmo consumo.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia mensalmente as condições operacionais que definem a bandeira do mês seguinte. A vermelha, a mais cara das faixas, não foi acionada nenhuma vez em 2026 — a última ocorrência foi em novembro do ano anterior.