Vinte e cinco estados americanos governados por democratas entraram nesta segunda-feira (3) com uma ação na Justiça dos EUA contra o governo de Donald Trump para barrar a mais recente rodada de tarifas — que inclui uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, em vigor desde 24 de julho.
Os estados alegam que Trump extrapolou sua autoridade constitucional e que a nova tarifa é, na prática, um pretexto para substituir as tarifas anteriores baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência (IEEPA), que a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado em fevereiro. A tarifa contestada varia de 10% a 12,5% e atinge 60 parceiros comerciais dos EUA, sob justificativa de combate ao "trabalho forçado" nas cadeias de produção.
Por que o Brasil paga a alíquota mais alta
O Brasil está entre os 60 países listados e foi enquadrado na faixa de 12,5% — a mais alta — por, segundo os EUA, ter "proteções insuficientes contra trabalho forçado". A tarifa é cumulativa a uma sobretaxa de 25% já em vigor desde 22 de julho, o que leva alguns produtos brasileiros a uma taxação total de 37,5% na entrada no mercado americano. O governo brasileiro classificou a medida como "arbitrária" e "injustificada".
Quais estados brasileiros são mais afetados
São Paulo é o estado com maior volume de exportações aos EUA, e 41,5% dessas vendas são afetadas pelas tarifas. A proporção é ainda maior em Alagoas (98,4% do comércio com os EUA afetado), Santa Catarina (80,7%) e Espírito Santo (68,6%). Produtos como semimanufaturados de aço, mel, granito, borracha e celulose estão entre os mais impactados.














