O Brasil bateu recorde de vendas de carros eletrificados em 2026: foram 215.023 unidades entre elétricos e híbridos no primeiro semestre, alta de 125% sobre 2025, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Em julho, marcas chinesas como BYD, Geely e GWM controlaram 23% do mercado nacional de veículos leves.

Só de carros 100% elétricos, foram 90.470 unidades vendidas no semestre, alta de 196% frente às 30.534 do mesmo período de 2025, segundo a Fenabrave. Em julho isoladamente, o país registrou 61.781 emplacamentos de eletrificados, recorde mensal que representou 23,3% de todo o mix de vendas de veículos novos no país, com alta acumulada de 123% no ano.

Chinesas avançam no mercado brasileiro

A BYD terminou julho na 4ª colocação entre todas as montadoras no Brasil, com 23.463 unidades vendidas, enquanto a Geely estreou entre as 15 maiores montadoras do país. Os elétricos mais vendidos no mês foram o BYD Dolphin Mini (7.265 unidades), o BYD Dolphin (6.492) e o Geely EX2 (5.898). O mercado total de veículos leves somou 264.775 emplacamentos em julho, com mais de 1,6 milhão de veículos vendidos no acumulado do ano.

Efeito da crise do petróleo

O avanço não é só brasileiro: o segundo trimestre de 2026 fechou com alta de 35% nas vendas globais de elétricos frente ao primeiro trimestre, com 50 países batendo recordes de emplacamento no período, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). A entidade projeta que a participação dos elétricos deve chegar a 29% do total de veículos vendidos no mundo em 2026 e associa a aceleração à instabilidade nos preços dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio, região que responde por quase metade do consumo mundial de petróleo. O Brasil aparece ao lado de Austrália, Índia, Coreia do Sul e Vietnã entre os mercados que praticamente dobraram as vendas de elétricos no período.