O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça (4) e quarta-feira (5) para decidir a taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano. O mercado espera um novo corte de 0,25 ponto percentual, para 14%, com a decisão anunciada na noite de quarta.
Se confirmado, será o quarto corte seguido de 0,25 ponto na Selic em 2026, depois das reduções feitas nas reuniões de março, abril e junho, que já haviam levado a taxa ao menor patamar do ano.
Por que o Copom pode cortar os juros?
A expectativa de corte ganhou força depois que o IPCA de junho subiu apenas 0,16% no mês, resultado abaixo do estimado por analistas, com quedas nos preços de alimentos e combustíveis. Ainda assim, o Banco Central segue cauteloso: a inflação acumulada em 12 meses continua acima do teto da meta de 4,5%. No boletim Focus desta segunda-feira (3/8), a mediana das projeções para a Selic no fim de 2026 caiu de 14% para 13,75%, e a do IPCA para o ano recuou para 5,03%.
O que muda no bolso do consumidor?
Juros mais baixos tendem a baratear financiamentos, empréstimos e crédito para veículos, além de estimular investimento e contratação por parte das empresas. Já em um cenário de juros mais altos, o crédito fica mais caro, famílias adiam compras financiadas e empresas reduzem investimentos. Aplicações de renda fixa, como Tesouro Selic e CDB, tendem a render menos à medida que a Selic cai.














