O Grupo Saritur, que entrou em recuperação judicial com dívida de R$ 959,75 milhões, segue operando quase 40 linhas de ônibus em Belo Horizonte pela concessionária S&M Transportes, do Consórcio BHLeste. A Justiça suspendeu penhoras e leilões contra a empresa para garantir a continuidade do serviço.
A recuperação judicial, deferida pela juíza Cláudia Helena Batista, da 1ª Vara Empresarial da comarca de Belo Horizonte, consolidou 39 empresas do grupo em um único processo. O administrador judicial nomeado foi a Brizola Japur Soluções Empresariais Ltda, e a Saritur tem 60 dias, prazo improrrogável, para apresentar um plano de recuperação aos credores — que por sua vez têm 15 dias para habilitar ou contestar os créditos listados.
O serviço de ônibus pode parar?
A decisão judicial foi desenhada para evitar isso. A frota de ônibus, chassis, carrocerias, veículos de apoio, garagens e equipamentos de oficina do grupo foram protegidos de penhora, bloqueio e leilão justamente por serem considerados essenciais à continuidade do serviço. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a recuperação judicial não isenta a empresa das obrigações contratuais: a concessionária segue "integralmente obrigada" a manter horários e as condições da frota.
Quem vai fiscalizar a empresa agora?
A Prefeitura de Belo Horizonte vai monitorar o cumprimento do contrato por meio da Superintendência de Mobilidade (SUMOB). Em nível estadual, a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais (Seinfra) informou que também vai acompanhar o processo para garantir a continuidade do serviço, já que a recuperação judicial busca preservar a operação da empresa enquanto ela se reorganiza financeiramente. A Saritur ainda terá de apresentar relatórios financeiros mensais durante o processo.














