A greve dos bancários de bancos públicos chega a ao menos 17 estados e ao Distrito Federal até quinta-feira (10), afetando agências da Caixa, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste. O movimento começou no Pará no dia 4, enquanto os bancos privados já aceitaram a mesma proposta salarial rejeitada pelos públicos.

O Pará foi o primeiro a parar, na madrugada de sexta-feira (4), com mais de 90% dos bancários aprovando a paralisação por tempo indeterminado. Maranhão, Rio Grande do Norte e Goiás entram em greve nesta terça (8).

São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul se somam ao movimento na quinta-feira (10), junto com o Distrito Federal.

A paralisação nasce da Campanha Nacional dos Bancários 2026. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chegou à proposta final depois de duas ofertas rejeitadas pela categoria, de 2,06% e 2,57% abaixo da inflação.

A versão final prevê reposição integral do INPC mais 0,6% de aumento real em 2026 e 2027, sobre salários e benefícios.

É essa mesma proposta que separa o setor em dois. Entre os bancários de bancos privados, 74,14% dos votantes aprovaram o acordo. Nos bancos públicos, o resultado foi o oposto.

Rejeitaram os mesmos termos e aprovaram a greve 94,58% dos bancários da Caixa, 76,74% dos do Banco do Brasil e 77,23% dos do Banco do Nordeste. A mesma oferta fechou acordo no setor privado, mas não convenceu quem trabalha nos públicos.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Sergipe, as propostas para a categoria dos bancos públicos "ainda não respondem de forma suficiente às reivindicações da categoria".

Entre as pautas que ficaram de fora da oferta da Fenaban estão reajuste real acima da inflação, aumento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reajuste do vale-alimentação e do vale-refeição e garantias contra corte de vagas.

Assine o Resumo do dia e receba de segunda a sábado, no seu e-mail, as notícias que você não pode perder.

Sem spam — você pode cancelar quando quiser.

Em nota, a Fenaban disse esperar chegar a um acordo positivo para as duas partes. A entidade negocia separadamente com os sindicatos dos bancos públicos desde que a proposta comum foi rejeitada.

O que muda para quem usa o banco

Pix, aplicativo, internet banking, cartões e os demais canais digitais continuam funcionando normalmente durante a greve. Caixas eletrônicos também devem seguir disponíveis. O que para é o atendimento presencial nas agências dos bancos em greve, nos estados e datas já confirmados.

A TV Sim Brasil já mostrou o que muda para quem precisa pagar contas durante uma paralisação bancária. Boletos e débitos automáticos continuam sendo processados normalmente pelos canais digitais.

O movimento começou a ganhar corpo em 5 de setembro, quando os bancários da Caixa aprovaram a greve por tempo indeterminado a partir do dia 10.

Era a segunda paralisação da categoria em menos de um mês. Em 21 de agosto, o setor já havia feito uma greve nacional de 24 horas por reajuste salarial.

O que acontece agora

Mato Grosso do Sul ainda decide se adere ao movimento, com votação prevista para os próximos dias. A Fenaban segue negociando com os sindicatos dos bancos públicos, sem data marcada para novo encontro. As paralisações são por tempo indeterminado e continuam enquanto não houver acordo.