Os empregados da Caixa Econômica Federal aprovaram greve por tempo indeterminado a partir do dia 10 de setembro, após rejeitar a proposta de acordo salarial em assembleias nesta sexta-feira (4). A rejeição teve 90% dos votos. O Banco do Brasil e os bancos privados, por outro lado, fecharam acordo.
A proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), aceita por privados e pelo BB, prevê reajuste de 100% do INPC mais 0,6% de ganho real em 2026, repetindo a fórmula em 2027.
O índice final ainda depende do INPC acumulado até a data-base de 1º de setembro. A proposta é a mesma que motivou uma greve nacional de 24 horas em agosto, quando a categoria pressionou por um reajuste maior.
O Banco do Brasil aprovou a renovação do acordo coletivo com 51,65% dos votos, incluindo um bônus de R$ 3 mil por funcionário. Os bancos privados aprovaram a convenção coletiva com 66,10% dos votos, e a assinatura está marcada para 9 de setembro.
Na Caixa, porém, o impasse é sobre pautas específicas dos empregados que não entraram no acordo geral.
Uma delas é a antecipação do pagamento da primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), hoje prevista só para depois do anúncio do balanço do primeiro semestre, em 17 de setembro.
Entre os grandes bancos do país, a Caixa é a única que ainda não anunciou data de pagamento da PLR — os demais já anteciparam o benefício.
Os empregados também cobram a manutenção do plano de saúde Saúde Caixa para todos, inclusive na aposentadoria e para quem foi contratado a partir de 1º de setembro de 2018.
Também pedem o fim do teto de 6,5% da folha de pagamento usado hoje para custear o plano de saúde.
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O sindicato notificará formalmente a Caixa sobre a greve em 8 de setembro, prazo exigido pela legislação trabalhista. Em nota, o sindicato de Belo Horizonte disse que a entidade está lá para “organizar e orientar a mobilização, sempre ao lado dos trabalhadores”.
A crise trabalhista ocorre num momento de resultado financeiro forte para o banco: a Caixa lucrou R$ 3,9 bilhões no trimestre mais recente, mesmo com a inadimplência do crédito agrícola em alta.
O que acontece agora
A greve começa à 0h do dia 10 de setembro, caso a Caixa não apresente nova proposta até lá. O acordo com bancos privados e BB será assinado formalmente em 9 de setembro.


























