O Grupo Casas Bahia informou à Justiça de São Paulo, nesta sexta-feira (28), a desistência de todos os pedidos relacionados ao Banco do Brasil. A empresa havia pedido, quatro dias antes, a devolução de R$ 422 milhões que alegava terem sido debitados de forma unilateral.
Segundo a petição, a varejista agora busca uma solução consensual com a instituição financeira. O caso começou na segunda-feira (24), quando a Casas Bahia acionou a Justiça alegando que o BB havia se ressarcido diretamente em sua conta, driblando a fila de credores da recuperação judicial da empresa.
O Banco do Brasil nega essa versão. Em resposta à Justiça, a instituição afirmou o seguinte.
Do dia 21/08/2026 até o dia 24/08/2026 não houve qualquer débito, nem tentativa de débito, dos valores referentes à restituição das fianças.
O banco reconheceu apenas uma tentativa de débito na terça-feira (25), estornada por falta de saldo na conta da varejista, e reforçou que nenhum valor chegou a ser efetivamente retirado.
O banco foi além da negativa e classificou a atuação da Casas Bahia no processo como litigância de má-fé, afirmando que "a conduta processual das requerentes não pode ser tratada como mero equívoco".
A disputa envolvia garantias que o BB prestou como fiador em contratos da varejista com a Apple e a Mapfre Seguros. Os fornecedores acionaram essas garantias depois que a Casas Bahia entrou em recuperação judicial, em 16 de agosto, para reestruturar R$ 17,3 bilhões em dívidas.
O que acontece agora
Com a desistência do pedido contra o BB, o episódio segue como um capítulo à parte dentro do processo maior de recuperação judicial da rede, que ainda negocia com credores e fornecedores o plano de reestruturação da dívida.



























