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Gilmar Mendes suspende investigação sobre Marconi Perillo
Ministro do STF acolhe pedido de defesa do ex-governador em caso de desvios na saúde de Goiás
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, acatou um pedido para suspender a investigação da Polícia Federal (PF) que investiga supostos desvios na saúde do estado de Goiás, durante a gestão do ex-governador Marconi Perillo, que atualmente é o presidente nacional do PSDB. A decisão foi proferida após o advogado de Perillo, Romero Ferraz Filho, argumentar que seu cliente não praticou nenhum ato ilícito relacionado à operação chamada Panacéia, deflagrada na última quinta-feira (6).
Argumentos da Defesa
A defesa de Perillo sustenta que a investigação, que acaba de ser iniciada, deveria ter sido autorizada pelo STF, uma vez que os eventos em análise ocorreram durante seu mandato como governador. Gilmar Mendes observou que o Supremo estabeleceu um novo entendimento sobre o foro privilegiado, mantendo essa prerrogativa mesmo após o término do mandato do gestor público.
Acusações de Abuso de Autoridade
De acordo com a defesa, tanto Marconi Perillo quanto sua família têm enfrentado abusos de autoridade e ilegalidades, o que levou ao pedido de suspensão da investigação. A decisão liminar, de caráter urgente e provisório, permanecerá vigente até que o mérito do caso seja discutido em plenário, e o ministro solicitou informações à 11ª Vara Federal sobre a operação.
Detalhes da Operação Panacéia
A operação Panacéia resultou em 11 mandados de busca e apreensão, incluindo um na residência de Marconi Perillo, localizada em Goiânia. A investigação aponta que desvios de recursos públicos durante sua gestão poderiam ter sido facilitados por uma organização social que possuía contratos com o governo para a prestação de serviços em hospitais estaduais. Essa organização social, segundo a PF, subcontratou empresas ligadas a políticos, recebendo R$ 900 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS), parte dos quais retornava aos administradores, caracterizando o crime de peculato.
Declaração de Perillo
Em resposta à operação, Marconi Perillo se declarou uma vítima de perseguição política, alegando que a ação foi "encomendada" após suas críticas ao atual governador Ronaldo Caiado. Ele afirmou: "Eles sabem da minha inocência e idoneidade. Não encontraram e não encontrarão nada contra mim. Nunca fiz o que narram. Em política não existem coincidências." A Secretaria de Comunicação de Goiás contestou as afirmações de Perillo, considerando suas declarações uma tentativa de desviar a atenção das acusações de desvios de recursos públicos durante sua gestão.