Um helicóptero caiu no sábado (7 de novembro) na Fazenda Tiodoro, em Passos, no Sul de Minas Gerais, quando sobrevoava a área para pouso. O piloto Rafael Grossi, 43, morreu na Santa Casa da cidade, e as outras quatro vítimas seguem internadas em estado estável.

Imagens gravadas por testemunhas e compartilhadas nas redes sociais mostram a aeronave girando no ar momentos antes de perder o controle, segundo o g1. O acidente aconteceu próximo ao pedágio de Passos, na MG-050, sentido Furnas, quando o grupo seguia para a cerimônia na fazenda.

Como foi a queda do helicóptero

A queda aconteceu quando o piloto fazia um voo de reconhecimento sobre o milharal da fazenda, avaliando onde pousar para o casamento. A cerca de 20 metros do solo, a aeronave perdeu estabilidade e caiu, segundo o Corpo de Bombeiros.

As outras quatro pessoas a bordo, dois homens e duas mulheres, foram socorridas conscientes e levadas à Santa Casa de Passos com ferimentos nos braços e nas pernas. Uma delas está na UTI; as outras três seguem em leitos de enfermaria, em estado estável.

Rafael Grossi, de 43 anos, era sócio das empresas RGT Aviation e AR Aviation School, segundo o jornal Estado de Minas. O piloto integrava o grupo que seguia para o casamento na fazenda.

O que acontece agora

A Polícia Civil de Minas Gerais foi à fazenda fazer perícia e coletar vestígios, e acompanha a apuração das causas do acidente. Segundo o g1, o Cenipa, da Força Aérea Brasileira, foi procurado para dar mais detalhes sobre o caso e ainda não respondeu.

Ainda não há prazo para o laudo pericial nem para um posicionamento do Cenipa.

Publicidade

Minas Gerais soma 140 acidentes aéreos e 71 mortes nos últimos dez anos, segundo o Cenipa. Até outubro, o estado já tinha nove ocorrências e quatro mortes neste ano, antes da queda do fim de semana em Passos.

No Brasil, o órgão contabilizava 16 mortes em acidentes de helicóptero até setembro deste ano, o segundo pior resultado da década. Só 2018, quando o país teve 24 mortes, foi mais letal.

Em agosto, outra queda fatal na Vista Chinesa, no Rio de Janeiro, matou o piloto e três turistas colombianas. O caso entrou na mesma estatística do Cenipa sobre acidentes aéreos no país.