Um avião da Eastern Airlines pousou no Aeroporto de Confins (MG) na madrugada do sábado (31 de outubro) com 85 brasileiros deportados dos Estados Unidos. Foi o 39º voo desse tipo em 2026, mais do que os 38 registrados em todo o ano de 2025.
Do grupo, 69 eram homens, 16 mulheres, quatro crianças ou adolescentes de até 14 anos e uma pessoa idosa, segundo o governo americano. A chegada do grupo de 85 pessoas já havia sido registrada pela TV Sim Brasil.
Ao desembarcar, os passageiros foram recebidos pelo programa Aqui é Brasil, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), que oferece atendimento médico, apoio psicossocial e orientação para acesso a serviços públicos.
Por que o ritmo de deportações acelerou em 2026?
O aumento acompanha a política de deportação em massa do segundo governo Trump, segundo a imprensa americana. Em dez meses de 2026, o Brasil já recebeu mais voos do que em todo o ano de 2025, quando foram 38 voos e 3.371 brasileiros deportados.
Antes deste voo, mais de 2.800 brasileiros já haviam sido trazidos de volta em voos de deportação neste ano, segundo o governo americano.
O Brasil recebe hoje, em menos de um ano, um volume de voos que no ciclo anterior levou os 12 meses inteiros para se repetir.
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Os voos têm concentrado o desembarque no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, ao longo de 2026. O caso não é isolado: em outubro, um influenciador goiano chegou ao Brasil depois de um mês deportado.
O fluxo de deportação é a última etapa de um funil que começa na detenção. Seis em cada dez brasileiros presos pelo serviço de imigração americano (ICE) acabam deportados, segundo levantamento divulgado em outubro.
O ponto em aberto
O ritmo de 2026 já superou o de 2025 faltando dois meses para o ano terminar. Os dados oficiais disponíveis não mostram sinal de desaceleração, o que indica que o Brasil pode fechar o ano com o maior número de voos de deportação já registrado.































