O Flamengo retirou nesta semana o pedido que havia feito ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) para suspender a venda de ingressos da final da Copa Libertadores. A decisão será em 28 de novembro, entre Palmeiras e Estudiantes, no Estádio Centenário, em Montevidéu.
O clube carioca foi eliminado nas semifinais pelo próprio Estudiantes, em jogo no Maracanã.
O pedido original, apresentado em 28 de outubro, protestava contra a escalação do zagueiro argentino Marcos Rojo pelo Estudiantes. Em 1º de novembro, o diretor jurídico do clube, Rodrigo Gama Monteiro, formalizou a desistência.
"O Clube de Regatas do Flamengo retira, na íntegra, o seu pedido de medidas provisórias de 28 de outubro de 2026", diz o documento enviado ao tribunal.
O Flamengo abandonou a disputa sobre o Rojo?
Não. O documento ressalva que a retirada vale "sem prejuízo da posição do Flamengo quanto ao mérito da controvérsia e de todos os seus direitos". Na prática, o clube recuou só do pedido para travar a venda de bilhetes.
A disputa começou quando a Conmebol negou o registro de Rojo, após consulta à Fifa. O Estudiantes recorreu ao CAS e obteve autorização provisória para usar o jogador.
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Em 26 de outubro, o tribunal confirmou que a liberação era provisória e que ainda não havia data marcada para o julgamento definitivo do caso, sem garantia contra uma eventual sanção se a elegibilidade de Rojo for rejeitada depois.
O que acontece agora
A Conmebol seguiu com os preparativos da decisão e abriu a venda de ingressos para os setores mistos do Centenário, sem esperar o desfecho no CAS. Foi a segunda eliminação seguida do Flamengo que bate recorde de renda no futebol brasileiro nesta Libertadores.
O clube já tinha liderado público e renda entre os brasileiros na fase anterior da competição. O julgamento definitivo sobre a situação de Rojo corre em paralelo, sem data confirmada até a publicação desta matéria.































