A 20ª Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte (CineBH) anunciou, neste domingo (27), os vencedores de suas mostras competitivas. Na Mostra Horizonte, o prêmio de melhor longa-metragem ficou com Cuba y la noche, do cubano Sérgio Fernández Borrás, em coprodução com Espanha e Colômbia.

A cerimônia de encerramento aconteceu no Cine Theatro Brasil, no Centro de Belo Horizonte, e também revelou os premiados do 17º Brasil CineMundi, encontro de coprodução ligado ao festival.

O júri da Mostra Horizonte, formado por Cíntia Lima, Clarisa Navas e Marcos Pimentel, deu destaque a Sabes de mim, agora esqueça, de Denise Vieira. O júri jovem, com Erik Abreu, Lucas Enrique e Sharon Fernandes, escolheu Jankee, da mexicana Yamel Thompson, como melhor longa.

Na Mostra Território, o melhor longa-metragem foi Nuestro Cuerpo es una estrella que se expande, da dupla mexicana Semillites e Tania Hernández Velasco.

O brasileiro Telúrica, a íntima utopia, de Mariana Lacerda, recebeu o destaque do júri. O Prêmio Abraccine foi para La vida que vendrá, da chilena Karin Cuyul, em coprodução com a Colômbia.

O 17º Brasil CineMundi, encontro voltado à coprodução internacional, premiou Muganga, de Rodrigo Ribeyro e Julia Alves, com o prêmio principal do júri oficial, formado por Joana Oliveira, Fred Burle e Jesús Pimentel.

Quanto o CineBH já exibiu em 20 anos?

Em 20 edições, o CineBH já realizou 1.216 sessões de cinema e exibiu 1.751 filmes, segundo o balanço histórico do festival. Somente em 2026 foram 102 produções, entre 49 longas e 53 curtas, distribuídas em 69 sessões gratuitas.

O festival nasceu em 2007, no bairro de Santa Tereza, criado pela produtora Universo, também responsável pela Mostra de Tiradentes e pela CineOP, em Ouro Preto.

É o programa que já formou uma geração de plateia para o cinema latino-americano em Belo Horizonte. O programa educativo Cine-Expressão já levou mais de 50 mil estudantes da rede pública ao cinema, e os cursos certificaram cerca de 3.800 participantes em 20 edições.

A CineBH dialoga com outras mostras autorais, como a retrospectiva de Juliana Rojas, em cartaz em São Paulo. O momento também é de força para o cinema latino-americano, depois que um longa da região venceu o festival de Toronto neste mês.

A edição de 2026 também recebeu Conceição Evaristo como homenageada da abertura. O ano também é de força para o cinema feito na capital mineira, já que dois filmes gravados em Belo Horizonte avançam na disputa pelo Oscar 2027.

As sessões gratuitas do festival ocorreram de 22 a 27 de setembro, em salas de Belo Horizonte, e reuniram 102 produções de países latino-americanos e do Brasil.