O candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) defendeu, nesta terça-feira (22), a reconstrução da política de habitação em parceria com municípios e o governo federal. A proposta veio durante visita ao Morro do Papagaio, em Belo Horizonte.
No local, moradores da Associação de Moradores do Morro do Papagaio disseram a Kalil que quase 2 milhões de pessoas vivem em vilas, favelas ou áreas de risco em Minas Gerais.
"Do mesmo jeito que a titularidade é um assunto do prefeito, Minha Casa, Minha Vida é um assunto do governo federal. Mas cabe ao governador fazer o que esse governo não fez em oito anos e não fará", disse Kalil.
O candidato também disse que não depende de alinhamento partidário para buscar recursos em Brasília.
"Eu não estou ligado a nenhum presidente da República. Ele vai fazer Minha Casa, Minha Vida no Paraná, em São Paulo, na Bahia, no Ceará, no Maranhão; ele não vai fazer aqui?", questionou.
O que muda com a proposta de Kalil?
A proposta prevê recuperar a capacidade técnica da Cohab-MG (Companhia de Habitação de Minas Gerais) para que a estatal volte a estruturar políticas habitacionais e apoie municípios com menor capacidade de execução. O plano depende de recursos e programas do governo federal.
Kalil também prometeu buscar solução junto à Cemig para evitar a retirada de famílias do Morro do Papagaio, que estão sendo notificadas pela companhia de energia a deixar imóveis.
A fala foi dada no podcast Conecta + Papagaio: "Foi aqui, na Rua do Bicão. Um dos poucos lugares que nós fizemos a habitação no Morro do Papagaio em BH. A gente tem que retomar", disse o candidato.
A disputa pelo governo de Minas Gerais reúne outros nomes com propostas próprias para o estado. O senador Cleitinho (Republicanos), por exemplo, defende uma mudança no IPVA que já divide prefeitos e rivais na campanha.
Cada candidato tenta mostrar o que faria de diferente por Minas, e a habitação entrou na lista de bandeiras de Kalil. O tema já apareceu em sabatinas recentes da campanha mineira.
A disputa pelo Palácio da Liberdade é decidida no mesmo dia da eleição presidencial, fator que, historicamente, pesa no resultado em Minas Gerais.





























