O agronegócio do Espírito Santo exportou US$ 2,4 bilhões, cerca de R$ 11,8 bilhões, entre janeiro e setembro de 2026, para 128 países. O café respondeu por 58,5% desse total, com alta de 27,2% no volume exportado em relação ao mesmo período de 2025.

As vendas do agro corresponderam a 30,4% de tudo que o estado exportou no período. Café e derivados somaram US$ 1,4 bilhão, com 312,4 mil toneladas enviadas ao exterior.

Só o café verde, sem processamento, respondeu por US$ 1,2 bilhão, alta de 9,2% em valor e 29% em volume ante 2025.

A pimenta-do-reino veio em segundo lugar entre os produtos agrícolas, com US$ 286,8 milhões em vendas, 12,1% do total do agro capixaba, e alta de 6,5% em valor.

Quem compra o café e a pimenta do Espírito Santo?

Os Estados Unidos lideram os destinos do agro capixaba, com US$ 496,5 milhões em compras, 21% da receita. Turquia, Colômbia, México e Bélgica completam os cinco maiores compradores, somando 43,9% do total.

Os Estados Unidos seguem na liderança mesmo após o tarifaço de Trump: café e carne ficaram de fora da tarifa de 50% que passou a valer em agosto. A isenção explica por que o maior comprador global segue sendo o maior cliente do café capixaba.

O recorde local acompanha uma tendência nacional: em outubro, a exportação de café brasileiro bateu recorde de 20 meses, mesmo com o preço em queda no mercado internacional.

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Outro produto capixaba também driblou o tarifaço: em setembro, o quartzito do Espírito Santo escapou da tarifa dos EUA e sustentou a exportação de rochas do estado.

O cultivo de pimenta-do-reino também ganha força fora do Espírito Santo: a Emater-MG promove o plantio da especiaria nos vales do Mucuri e do Jequitinhonha, em Minas.

O que acontece agora

O Espírito Santo soma mais um trimestre de dados até dezembro para fechar o ano. Com café e pimenta em alta, o estado deve repetir o desempenho forte registrado desde janeiro.