O ator José de Abreu cobrou publicamente colegas como Selton Mello, Carolina Dieckmann, Giovanna Antonelli e Danton Mello por não terem se posicionado sobre o 2º turno das eleições de 2026, em vídeo postado nas redes em 9 de outubro.

Sobre Selton Mello, que atuou no filme sobre a ditadura militar "Ainda Estou Aqui" (de Walter Salles), Abreu disse: "Não é possível que uma pessoa como Selton Mello, que faz um filme a respeito da ditadura, não tenha se pronunciado".

"O mundo tá se posicionando contra o fascismo que tá chegando no Brasil. Vocês vão ficar parados olhando para a parede?", questionou o ator.

Abreu disse que não é necessário falar de partido: "Não precisa falar de eleição. Não precisa falar de Lula, não precisa falar de PT". O ator citou Anitta e a jornalista Ana Paula Renault como exemplos positivos.

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O que dizem os próprios artistas cobrados?

Nem todos os famosos cobrados aceitam a pressão. O músico Mestrinho, parceiro de João Gomes no projeto Dominguinho, criticou a cobrança por posicionamento e defendeu o direito de cada um escolher se vai se manifestar ou não.

"A pessoa tem que ter a opção de escolha e todos que me conhecem sabem o quanto eu prezo pela liberdade do ser humano", disse Mestrinho. Segundo ele, o silêncio de João Gomes não vem de medo ou covardia, mas de uma postura pessoal.

Mestrinho revelou que vai apoiar a reeleição de Lula no 2º turno, mas fez questão de separar isso da cobrança: "Quem me conhece sabe que eu jamais votaria em nada relacionado à família Bolsonaro".

Nas redes, a cobrança passou de dois atores para uma lista maior. Montagens no X retrataram ao menos 12 famosos como "desaparecidos" durante a campanha. A pressão virou fenômeno coletivo, não mais dirigido a um artista só.

A cobrança não é novidade nesta campanha: em setembro, Lula já somava 100 apoios de famosos contra apenas 1 nome de Flávio.

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Na semana passada, Wagner Moura e mais 57 nomes do cinema assinaram carta aberta pedindo atenção ao 2º turno.

A tensão entre famosos e a cobertura eleitoral já tinha gerado atrito antes: artistas criticaram a cobertura eleitoral e geraram climão na Globo na semana passada.

O que acontece agora

O 2º turno da eleição entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcado para 25 de outubro. Até lá, a pressão nas redes sobre os famosos que ainda não se posicionaram tende a continuar.