O TRE-SP rejeitou nesta sexta-feira (18/9), por votação unânime, a candidatura de Policial Edjane (Agir) ao governo de São Paulo, por falta de comprovação de afastamento do cargo público. Em seguida, o partido declarou apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo o tribunal, a candidata apresentou apenas o protocolo do pedido de afastamento da Polícia Militar, sem a resposta oficial do órgão sobre a licença. Faltou também a certidão criminal de 1º grau da Justiça Estadual, documento exigido para o registro.
"A candidata não juntou documentos suficientes para comprovar sua desincompatibilização do cargo de policial militar", informou o TRE-SP, acrescentando que faltavam a data de desligamento e a confirmação do afastamento pelo órgão.
A vice de Edjane, Nair Alves Duarte, havia renunciado ao cargo, e o prazo para o Agir indicar substituta venceu em 14 de setembro. Sem vice e sem possibilidade legal de substituição, a chapa ficou, nas palavras do tribunal, "insuperavelmente incompleta".
Antes da decisão do TRE-SP, Edjane já resistia à pressão para deixar a candidatura, vinda de dentro do próprio partido Agir.
"Minha candidatura não está à venda, minha voz não está à venda e minha consciência muito menos. Mas quero deixar uma coisa muito clara: EU NÃO VOU RENUNCIAR", escreveu a candidata em suas redes sociais.
Com a saída de Edjane, a única candidata de direita além de Tarcísio, cresce a chance de o governador vencer a reeleição já no primeiro turno.
Para vencer no primeiro turno, os votos válidos em Tarcísio, sem brancos e nulos, precisam superar a soma dos votos dos demais candidatos. Até a semana passada, só 1 de 3 pesquisas colocava o governador acima dos 50% dos votos válidos.
Edjane aparecia com participação marginal nas duas últimas pesquisas de intenção de voto para o governo de São Paulo, sempre atrás de Tarcísio e de Fernando Haddad (PT), principal adversário do governador.
Como fica o tabuleiro eleitoral em SP
A coligação de Tarcísio reúne dez partidos, com 336 deputados federais (65% da Câmara), o suficiente para garantir o dobro do tempo de rádio e TV do principal adversário, Fernando Haddad (PT).
Com o apoio do Agir, o governador chega a 16 partidos aliados ao todo, incluindo PSDB, Cidadania, Novo, Podemos e Democrata. Os gastos de campanha de Tarcísio e Haddad já lideram a corrida ao governo paulista.
Haddad tem sete partidos na coligação e nenhum apoio externo declarado. O presidente Lula reuniu aliados como Haddad, Marina Silva e Tebet em ato único em São Paulo na tentativa de reforçar o palanque petista no estado.
Em nota, a campanha de Tarcísio agradeceu o apoio do Agir, mas disse que a postura não muda. "Vamos trabalhar até o último minuto, com a mesma garra, para apresentar as realizações e propostas do governador ao eleitor de São Paulo", afirmou a equipe.
O que acontece agora
Edjane ainda não declarou apoio a nenhum dos seis candidatos remanescentes ao governo de São Paulo, mas deve fazê-lo nos próximos dias, segundo o G1. O diretório estadual do Agir, em rompimento com a ex-candidata, já declarou apoio a Tarcísio de forma independente.





























