Os dois principais candidatos ao Governo de Minas Gerais prometeram avançar a duplicação da BR-381 no trecho do Vale do Aço em agendas separadas na região. Patrus Ananias (PT) esteve em Coronel Fabriciano nesta segunda-feira (14); o governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, esteve em Timóteo no dia 9.
Em Coronel Fabriciano, Patrus defendeu parceria com o governo federal para avançar a duplicação e concluir as obras no trecho. Ele prometeu mais leitos e menos fila na saúde, e defendeu levar a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) para o Vale do Aço.
Em Timóteo, Simões apresentou números mais específicos. Prometeu R$ 30 milhões para o hospital de Coronel Fabriciano e 100 novos leitos no Hospital Municipal de Ipatinga, com a meta de somar quase 300 vagas hospitalares a mais na região em dois anos e meio.
Para a BR-381, a proposta de Simões é usar parte dos R$ 6 bilhões que Minas paga à União todo ano em dívida.
Ele quer abater o valor com investimentos em rodovias como a BR-381, a BR-262 e a BR-116, em acordo a fechar com o próximo presidente.
A diferença entre os dois está na origem do dinheiro. Patrus aposta numa parceria a construir com a União, e Simões quer descontar da própria dívida que o estado já paga.
Por que a BR-381 virou tema de campanha?
A rodovia liga a Grande BH ao Vale do Aço e ao leste de Minas, com trechos de pista simples e histórico de acidentes. Estudo da Confederação Nacional do Transporte mostra que 65,4% das rodovias mineiras estão em condição ruim ou péssima.
Em março de 2026, o Ministério dos Transportes autorizou o início da duplicação de um primeiro trecho da BR-381, entre Caeté e Ravena. O que os dois candidatos prometem agora é levar a obra para o trecho do Vale do Aço, que segue sem data.
O pedágio da mesma rodovia já subiu neste ano. A tarifa entre BH e Governador Valadares teve reajuste em julho, o que também alimenta o debate sobre a concessão.
A dívida do estado com a União é pano de fundo de outras campanhas. Alexandre Kalil (PDT) chama Minas de "estado RH" e defende renegociar o débito, em vez de trocá-lo por obras específicas.
O que acontece agora
Nenhum dos dois candidatos cravou data para o início das obras no trecho do Vale do Aço. Simões depende de acordo com o próximo presidente da República; Patrus, de uma parceria ainda a construir com o governo federal, caso seja eleito.




































