O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais com 31% das intenções de voto no cenário estimulado, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (8). Em segundo lugar aparece o deputado federal Patrus Ananias (PT), com 17%. Num eventual segundo turno entre os dois, a disputa está tecnicamente empatada, com 43% a 41%.
Cleitinho também é quem mais afasta eleitores no estado. 45% dizem que não votariam nele de jeito nenhum, a maior rejeição entre os seis principais candidatos ao governo mineiro.
Num cenário hipotético sem o senador na disputa, o atual governador Mateus Simões (PSD) aparece à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 37% contra 34%. A diferença fica dentro da margem de erro, o que também configura empate técnico.
No cenário estimulado para o primeiro turno, atrás de Cleitinho e Patrus aparecem Kalil, com 12%, e Simões, que tenta a reeleição, com 11%. Gabriel Azevedo (MDB) e Flávio Roscoe (PL) somam 8% e 7%, respectivamente.
Como a disputa mudou em duas semanas
Uma pesquisa anterior do mesmo instituto (registro TSE MG-07972/2026), de 22 a 26 de agosto, mostrava Cleitinho com 33% e Patrus com 15% no primeiro turno. Nela, o senador vencia todos os cenários de segundo turno, com folga de 45% a 46%.
Duas semanas depois, essa vantagem encolheu a ponto de virar empate técnico com Patrus no cenário mais citado da campanha.
O que move a campanha nesta terça
Nesta terça, os candidatos dividem a agenda entre entrevistas e atos locais. Kalil visita pela manhã a bacia de contenção da avenida Vilarinho, em Belo Horizonte, e fecha o dia num evento em Itabira.
Cleitinho concentra a agenda em reuniões internas e adesivaços no interior, em Perdigão e São Sebastião do Oeste.
Patrus tem um único compromisso público, um encontro com artistas e representantes do setor cultural, enquanto Simões, o atual governador, não divulgou agenda de campanha para o dia.
Entre os temas que dividem os candidatos na reta final está a dívida do estado com a União, hoje em R$ 187 bilhões.
A privatização da Copasa, companhia estadual de saneamento, é outro ponto de atrito na campanha. É o que separa quem defende vender ativos públicos de quem quer mantê-los estatais.
A disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado tem a deputada estadual Marília Campos (PT) na liderança, com 21%. Aécio Neves (PSDB) aparece com 14%, empatado tecnicamente com Domingos Sávio (PL). Carlos Viana (PSD) soma 13% e Marcelo Aro (PP), 9%.
O que vem a seguir
O primeiro turno das eleições 2026 está marcado para 4 de outubro. Onze candidatos disputam o governo de Minas Gerais, e um eventual segundo turno, caso nenhum chegue à maioria dos votos válidos, acontece quatro semanas depois.
A pesquisa foi bancada pelo próprio instituto Real Time Big Data, que ouviu 2.000 eleitores mineiros entre 3 e 7 de setembro, com margem de erro de 2 pontos e confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número MG-00998/2026.














































































































