Sete candidatos ao Senado por São Paulo participaram nesta quarta-feira (9) do primeiro debate televisionado da disputa, promovido pela Band e pela BandNews TV. Ricardo Salles (Novo) associou André do Prado (PL) ao PT, enquanto Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) evitaram confronto direto entre si.

Também participaram Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Geraldo Rufino (Podemos) e Soninha Francine (Cidadania). Os sete discutiram segurança pública, a escala 6x1, a crise entre o STF e o Executivo, saúde e o trabalho obrigatório para presos.

O tratamento a adolescentes infratores também entrou na pauta, assim como o emprego para jovens e a situação da população em situação de rua na capital paulista.

O debate reuniu candidatos de pontas opostas do espectro político: a direita de Derrite, Salles e Prado, o centro de Tebet e Rufino, e a esquerda ambientalista de Marina Silva e Soninha.

Segundo o Metrópoles, o encontro teve troca de ataques e críticas ao governo Lula, com embates concentrados no histórico de cada candidato. Outros portais registraram aproximação entre Tebet e Marina diante das críticas de Salles a Prado.

A rivalidade entre Salles e Prado não é nova. Em agosto, o TRE-SP multou Salles em R$ 10 mil por um vídeo contra o deputado.

Uma disputa que já estava embolada

A corrida pelo Senado em São Paulo segue tecnicamente empatada entre os três primeiros colocados havia semanas. A pesquisa Quaest de 25 de agosto já apontava Derrite, Marina Silva e Tebet no mesmo patamar, cenário que o Datafolha também havia flagrado alguns dias antes.

Nenhum dos três conseguiu, até aqui, se destacar o suficiente para se descolar dos outros dois candidatos.

A eleição para o Senado não tem segundo turno. Vence quem tiver mais votos, mesmo sem maioria absoluta.

Com sete nomes dividindo o mesmo eleitorado de centro e direita, a fragmentação pode beneficiar quem conseguir se destacar da média, ainda que com fatia pequena dos votos.

O que acontece agora

O primeiro turno em São Paulo está marcado para 4 de outubro, menos de um mês depois do debate. Novos encontros entre os candidatos ao Senado ainda devem ocorrer até lá, em meio à propaganda eleitoral já em curso desde agosto.