Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) aparecem empatadas na liderança da disputa pelo Senado em São Paulo, com 12% das intenções de voto cada, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). André do Prado (PL) vem em terceiro, com 10%, seguido por Guilherme Derrite (7%) e Ricardo Salles (6%).
O resultado marca uma virada. Na pesquisa anterior do instituto sobre a mesma disputa, feita entre 1º e 3 de julho, Marina liderava isolada com 18%, à frente de Tebet (16%), Salles (13%) e Prado (11%).
Em sete semanas, Marina perdeu 6 pontos e passou a dividir a liderança com Tebet.
Como fica a disputa por cada vaga
São Paulo renova as duas cadeiras do Senado em 2026, e o Datafolha também mediu vaga por vaga. Na primeira, Tebet aparece numericamente à frente, com 17%, seguida por Marina (14%), Prado (12%) e Derrite (10%).
Na segunda vaga, quem lidera é Marina, com 11%. Prado e Tebet somam 8% cada, e Salles tem 7%.
Ao todo, 14 candidatos concorrem às duas vagas. Uma das cadeiras é hoje ocupada por Giordano (Podemos), suplente do senador Major Olímpio, morto no exercício do mandato.
Marina Silva é ministra do Meio Ambiente e Simone Tebet ministra do Planejamento no governo Lula. As duas deixariam as pastas se eleitas em outubro.
André do Prado é deputado estadual pelo PL. Guilherme Derrite foi secretário de Segurança Pública de São Paulo na gestão Tarcísio de Freitas.
Ricardo Salles, do Novo, ocupou a mesma pasta de Marina no governo Bolsonaro, entre 2019 e 2021, até deixar o cargo após uma operação da Polícia Federal.
A pesquisa ouviu 1.610 eleitores paulistas entre 18 e 20 de agosto, a pedido da TV Globo e do jornal Folha de S.Paulo.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança, sob os registros SP-01806/2026 e BR-07185/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
A mesma leva de pesquisas, divulgada no mesmo dia, também mediu a disputa pelo governo de São Paulo, com Tarcísio à frente de Haddad.
O cenário até outubro
Nenhum dos cinco nomes testados passou de 17%, mesmo na vaga em que lidera. A soma dos dois primeiros colocados em cada cadeira fica abaixo da metade dos votos válidos.
É o retrato de uma corrida em aberto — num estado que decide duas vagas ao mesmo tempo, e ainda faltam pouco mais de dois meses até a eleição de outubro.


























