Uma pesquisa do instituto Gerp, divulgada nesta quarta-feira (9), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto contra 40% do presidente Lula (PT) numa simulação estimulada de segundo turno para as eleições de 2026. A diferença de sete pontos está fora da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento.
O instituto ouviu 2.400 eleitores em todo o país entre 2 e 8 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00251/2026, como exige a legislação eleitoral, e foi financiada com recursos próprios do instituto, sem contratante externo, ao custo de R$ 15 mil.
No primeiro turno, Flávio aparece com 37% e Lula com 34%, diferença de três pontos percentuais entre os dois primeiros colocados.
| Candidato | Partido | Intenção de voto |
|---|---|---|
| Flávio Bolsonaro | PL | 37% |
| Lula | PT | 34% |
| Augusto Cury | Avante | 6% |
| Ronaldo Caiado | PSD | 5% |
| Renan Santos | Missão | 4% |
| Pablo Marçal | PRTB | 2% |
| Romeu Zema | Novo | 1% |
No primeiro turno, 7,3% dos entrevistados não souberam responder e 4% disseram que não votariam em nenhum candidato listado. No cenário de segundo turno, essa soma de indecisos e de quem rejeita os dois nomes chega a 14%.
Rejeição e avaliação do governo
Lula tem rejeição de 49% no levantamento, a maior entre os presidenciáveis testados; a de Flávio Bolsonaro é de 40%. A avaliação do governo Lula é negativa, com 52% de desaprovação contra 41% de aprovação.
É a segunda pesquisa seguida da Gerp em que Flávio soma 47%. No fim de agosto ele já tinha essa marca, mas Lula caiu de 42% para 40% no mesmo período.
A menor distância registrada pelo instituto foi em julho, quando Flávio tinha 46% e Lula, 45%.
Nem todos os institutos mostram o mesmo tamanho de vantagem. O BTG/Nexus já via Flávio na frente de Lula pela 1ª vez, mas dentro da margem de erro.
Outro levantamento, mais recente, indicava os dois empatados no 2º turno mesmo depois da crise no STF.
A queda de Lula na Gerp segue a mesma direção vista por outros institutos. Uma pesquisa Quaest recente mostrou a reprovação do presidente subindo até no Nordeste, sua base eleitoral.


























