São Paulo somou 404 pontos em matemática no Pisa 2025, acima da média nacional de 377, e ficou em 2º lugar entre os estados brasileiros, atrás só do Paraná. O resultado contrasta com o quadro nacional: o Brasil estagnou em relação a 2022, segundo o Todos Pela Educação.
Em leitura, SP marcou 434 pontos (Brasil: 408) e, em ciências, 443 (Brasil: 409). O Paraná, primeiro colocado, chegou a 458 em leitura, 461,6 em ciências e 423,1 em matemática.
O tamanho da distância que falta
Mesmo em 2º lugar, São Paulo ainda fica abaixo da média dos países da OCDE nas três áreas: 461 em leitura, 482 em ciências e 463 em matemática. A distância para matemática, a disciplina mais fraca, é de quase 60 pontos.
Essa distância vem encolhendo há duas décadas. Em 2006, o Brasil tinha um hiato de 131 pontos para os países ricos em matemática; em 2025, a diferença caiu para 92 pontos. O mesmo movimento aparece em leitura (de 102 para 58 pontos) e em ciências (de 113 para 77).
O ritmo de avanço colocou o país entre as dez nações que mais progrediram em proficiência desde 2006, à frente de vizinhos latino-americanos: São Paulo superou o Chile em matemática e ciências, e o Uruguai em leitura, mostra o levantamento.
Quem fica para trás dentro da própria melhora
A nota técnica do Todos Pela Educação aponta uma desigualdade que a média nacional esconde: entre os estudantes mais pobres do país, 89% têm baixo desempenho em matemática, 70% em ciências e 67% em leitura.
É um recorte diferente do que mostramos na cobertura nacional do Pisa 2025, que apontou 72% dos estudantes brasileiros abaixo do nível básico em matemática. Juntos, os números indicam que o problema de aprendizagem é mais agudo entre quem já parte com menos recursos.
Outro dado da rede pública já vinha na mesma direção: o Ideb 2025 mostrou avanço nos anos iniciais do fundamental, justamente a etapa em que a alfabetização e as bases da matemática são construídas.
O que a TV Sim observa
Os números do Pisa não dizem qual política pública levou São Paulo a subir da 11ª para a 2ª posição entre os estados em duas décadas, nem por que Paraná segue à frente nas três áreas. Essa é a pergunta que fica para quem decide onde investir a partir de agora: reproduzir o que funcionou nos dois estados, ou seguir vendo o desempenho nacional andar mais devagar que o de São Paulo.


























