Michelle Bolsonaro (PL-DF) criticou nesta segunda-feira (21) a proibição de usar imagens de Jair Bolsonaro em propaganda eleitoral, quatro dias depois de o TRE-DF suspender uma peça de campanha da candidata ao Senado com fotos dela ao lado do ex-presidente.
"Eu fui proibida de mostrar a imagem do meu marido na minha propaganda eleitoral", declarou Michelle em publicação no Instagram, segundo o Poder360. No vídeo, ela aparece segurando uma foto do ex-presidente e tapa o rosto de Bolsonaro enquanto comenta a decisão.
A restrição aplicada à campanha tem relação com decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele suspendeu o uso político-eleitoral da imagem de Bolsonaro por terceiros.
A medida foi tomada em 17 de julho de 2026 e tem prazo de 90 dias, período que cobre a propaganda eleitoral.
"Como mulher, dói ser obrigada a esconder o rosto do meu marido", disse Michelle. Ela também afirmou que Bolsonaro está "preso, isolado e com a voz silenciada". A fala transforma uma decisão processual em peça de mobilização da campanha bolsonarista no DF.
O caso entra na frente de decisões que limitam o uso eleitoral do capital político do ex-presidente por aliados. Na semana passada, o TSE também barrou o uso de Bolsonaro no nome de urna de um candidato do PL.
O que a decisão proíbe?
A decisão proíbe a divulgação de manifestos político-eleitorais envolvendo Bolsonaro por terceiros, independentemente do meio usado. Segundo o Poder360, o entendimento foi reforçado pelo TRE-DF ao suspender propaganda de Michelle que usava imagens ao lado do ex-presidente.
A medida também foi citada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impedir a campanha do deputado estadual Lucas Bove (PL-SP) de usar foto de Bolsonaro em santinhos e banners. O alcance nacional do veto é o ponto que interessa às campanhas alinhadas ao ex-presidente.
A restrição ocorre em uma eleição em que Bolsonaro segue como referência de parte da direita, mesmo fora da urna. Lula, por outro lado, tem usado temas como bets e regulação eleitoral para endurecer o discurso eleitoral contra o bolsonarismo.
O que acontece agora
Michelle pode seguir em campanha, mas precisa adaptar as peças para não exibir fotos ou vídeos de Bolsonaro enquanto a restrição estiver em vigor. A campanha também fica sujeita a novas suspensões se insistir no uso da imagem do ex-presidente.
O tema deve continuar chegando ao TSE porque outras candidaturas tentam usar símbolos, sobrenomes e imagens ligados a lideranças nacionais. O recurso de José Roberto Arruda, por exemplo, foi distribuído a Dias Toffoli em outra disputa eleitoral judicializada.





























