Jorginho Mello reassumiu o governo de Santa Catarina na noite de segunda-feira (21), antes do fim da licença eleitoral, depois de temporais e tsunami meteorológico atingirem o estado. A Defesa Civil apontava 225 desalojados, 19 desabrigados e ao menos 20 municípios com ocorrências graves.

Os números foram citados pelo Metrópoles.

A volta muda a resposta porque recoloca o governador eleito no comando formal da crise. De acordo com o g1, Jorginho estava licenciado desde 28 de agosto para a campanha à reeleição, e a licença iria até 5 de outubro.

Em desastre climático, presença política não substitui operação técnica, mas muda a cadeia de decisão. O comunicado citado pelo g1 informou que Defesa Civil e forças de segurança foram mobilizadas para abrigos, itens de primeira necessidade e recuperação das áreas atingidas.

"Diante das fortes chuvas que atingem Santa Catarina, estou reassumindo neste momento o governo do estado", disse Jorginho, em fala reproduzida pelo Metrópoles. Ele afirmou que a resposta imediata envolveria a Defesa Civil e as forças de segurança.

O tamanho do problema ainda variava conforme o balanço. O g1 citou ao menos 14 municípios com ocorrências, incluindo Criciúma, Jaguaruna, Laguna, Imbituba, Araranguá, Içara, Sombrio e Timbé do Sul. O Metrópoles falou em ao menos 20 municípios com ocorrências graves.

Em Criciúma, segundo o g1, a prefeitura decretou situação de emergência após o transbordamento do Rio Criciúma e o aumento de desabrigados e desalojados. Bombeiros usaram botes para resgatar famílias isoladas.

O episódio também teve um componente raro. A Folha informou que a elevação súbita do mar ocorreu por volta das 6h de segunda-feira e atingiu Jaguaruna, Laguna e Imbituba. A Defesa Civil registrou vias com água e areia, imóveis danificados e barcos arrastados, sem vítimas.

O UOL explicou, com base na Defesa Civil, que tsunami meteorológico não tem relação com terremoto. O fenômeno ocorre por mudanças bruscas na pressão atmosférica e ventos fortes sobre o mar.

Segundo o TN Sul, a Defesa Civil confirmou o fenômeno após análise de radares, satélites e marégrafos. A linha de instabilidade teve rajadas de 60 a 90 km/h no litoral sul catarinense.

O que a TV Sim já mostrou

O que a TV Sim já mostrou ajuda a separar os capítulos da crise. A cobertura factual registrou o tsunami meteorológico em Santa Catarina e o temporal que deixou 14 cidades em alerta.

O Sul vive uma sequência de eventos extremos nesta semana. No Rio Grande do Sul, a TV Sim também mostrou temporal com mortes e mais de 100 cidades atingidas, outro sinal de pressão sobre defesa civil e infraestrutura.

O que acontece agora

O que acontece agora é a medição da resposta em três frentes: abrigo, assistência emergencial e recuperação de áreas atingidas. Jorginho disse ao Metrópoles que iria às regiões afetadas nesta terça-feira (22) e prometeu abrigo e itens de primeira necessidade.

A nota citada pelo g1 informou que novas informações seriam divulgadas pelos canais oficiais. O próximo dado que importa é a atualização de desabrigados, desalojados, municípios em emergência e serviços públicos interrompidos.

O teste da presença

A leitura da TV Sim é que a volta do governador só terá peso se encurtar decisões concretas. A crise já tem número, cidade e prazo; o teste público agora é saber se a presença no cargo acelera abrigo, recurso e reconstrução.