O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, negou o pedido do candidato Bruno Scheid (PL) para usar 'Bolsonaro' no nome de urna na disputa ao Senado por Rondônia. A decisão mantém, por ora, o veto do TRE-RO ao registro 'Bruno Bolsonaro Scheid'.
Segundo a CNN Brasil e o UOL, a decisão de Toffoli não impede Scheid de disputar a eleição. O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia deferiu a candidatura, mas acolheu impugnação da Procuradoria Regional Eleitoral contra o nome escolhido.
Na prática, Bruno Scheid segue candidato, mas sem o sobrenome político na urna.
A defesa queria restabelecer 'Bolsonaro' nos sistemas da Justiça Eleitoral, nos dados destinados à urna, em materiais de campanha, redes sociais e outras peças de propaganda.
Toffoli afirmou, em análise preliminar citada pela CNN, que a defesa não apresentou argumentos suficientes para suspender a decisão regional. O ministro também registrou que o TRE-RO concluiu, com base nas provas, que o candidato não demonstrou ser conhecido pelo eleitorado como 'Bruno Bolsonaro Scheid'.
Para o TRE-RO, a inclusão de 'Bolsonaro' poderia sugerir vínculo familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro e produzir uma transferência artificial de notoriedade para a candidatura
O que está em disputa?
O que está em disputa é o nome que aparecerá para o eleitor, não o registro da candidatura. A decisão preserva a candidatura ao Senado, mas limita o uso eleitoral de um sobrenome que não está no nome civil do candidato.
A defesa sustentou, segundo as duas fontes, que Scheid nunca afirmou ser parente do ex-presidente. Os advogados também argumentaram que uma eventual associação feita pelo eleitor não bastaria, por si só, para gerar dúvida sobre sua identidade.
A pauta conversa com uma tendência que a TV Sim acompanha desde agosto. O portal mostrou que caiu o número de candidatos que usam Bolsonaro no nome de urna em 2026.
Antes, levantamento da TV Sim havia apontado 29 candidatos com Bolsonaro no nome eleitoral, mas apenas 8 parentes. Outro recorte mostrou candidatos sem parentesco usando Bolsonaro ou Lula na urna.
O que acontece agora
O caso segue no TSE porque Scheid pediu a suspensão da decisão regional até o julgamento de um recurso especial. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, o que deixa pouco tempo para alterar sistemas, urna e propaganda.
Enquanto não houver nova decisão, o entendimento que vale é o do TRE-RO, mantido por Toffoli em caráter preliminar. A campanha fica autorizada a disputar a vaga ao Senado, mas deve usar Bruno Scheid como nome eleitoral.





























