Levar a vacinação contra HPV para dentro das escolas amplia o acesso de adolescentes que não chegam aos serviços de saúde. Segundo a PeNSE divulgada pelo IBGE neste ano, quase metade dos estudantes da rede pública não buscou nenhum atendimento em 2024.
A vacina protege contra o papilomavírus humano, vírus transmitido majoritariamente por via sexual e relacionado a seis tipos de câncer.
A Folha informa que o HPV está ligado à quase totalidade dos casos de câncer de colo de útero.
O gargalo não é só oferta de dose. Em edição anterior da PeNSE, com dados de 2019, 46,8% dos estudantes não imunizados contra HPV disseram desconhecer a necessidade de tomar a vacina.
Esse foi o principal motivo de não adesão entre alunos da rede pública. Quando a campanha entra na escola, a informação chega ao mesmo tempo que a oportunidade de vacinação.
Por que a escola ajuda na vacinação contra HPV?
A escola ajuda na vacinação contra HPV porque reúne o público-alvo em um lugar conhecido e reduz a dependência de deslocamento até o posto de saúde. Edson Moreira, da Fiocruz Bahia, afirma que esse espaço é estratégico justamente por concentrar adolescentes.
A experiência de Carina Veiga, hoje com 20 anos, mostra o efeito prático. Moradora da zona rural de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, ela recebeu a vacina na escola porque os pais trabalhavam e dependiam de transporte para levá-la ao posto.
Segundo a Folha, foi também na escola que Carina ouviu pela primeira vez informações sobre HPV. Antes da aplicação, profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) conversaram com os alunos sobre a importância da imunização e as doenças prevenidas.
Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), defende a aproximação entre educação e saúde. Para ela, a ação leva aos estudantes o debate sobre vacinação, HPV e outras infecções sexualmente transmissíveis, além de envolver pais e responsáveis.
O que muda para famílias e gestores?
O que muda para famílias e gestores é a busca ativa do adolescente, em vez de esperar que ele procure o posto. A escola permite orientar, pedir autorização quando necessário e transformar uma campanha de saúde em rotina acompanhada pela comunidade.
O Paraná é o exemplo citado na reportagem. Segundo o secretário estadual de Saúde, César Neves, o estado criou espaços de vacinação dentro dos colégios para atender alunos, professores e funcionários.
A unidade federativa é a que mais vacina contra HPV no país, de acordo com a Folha. O dado não prova sozinho que a escola explica toda a cobertura, mas mostra como a integração entre redes pode ajudar a furar a barreira de acesso.
O que acontece agora
O que acontece agora é a ampliação desse modelo em redes que ainda dependem quase só dos postos. Para ter efeito, a campanha precisa combinar dose disponível, comunicação clara com famílias e presença das equipes de saúde no calendário escolar.
Sem links internos pertinentes no acervo, esta matéria fica concentrada no serviço de prevenção. As buscas por HPV e vacinação nas escolas não devolveram capítulo anterior direto da TV Sim Brasil.





























