O TRE do Distrito Federal sorteou neste sábado (3), no Plenário da Câmara Legislativa, as 23 urnas eletrônicas que serão auditadas no 1º turno de domingo (4): 20 passam pelo Teste de Integridade e 3 pelo de Autenticidade dos Sistemas.
O procedimento simula uma votação completa para testar as máquinas. Eleitores preenchem cédulas de papel com os mesmos votos que depois são digitados nas urnas sorteadas, e a Justiça Eleitoral compara os dois resultados ao final.
Antes do teste, cada urna emite a zerésima, documento que comprova que não havia nenhum voto registrado antes da votação. Às 7h de domingo sai a zerésima; às 8h, junto com o início da votação em todo o país, começa a auditoria.
As nossas urnas são confiáveis e passam por esse controle. E que, portanto, não tenham preocupação com alguma adulteração da vontade manifestada nas urnas. Isso não ocorrerá.
O presidente do TRE-DF, Angelo Passareli, foi direto ao comentar o sorteio.
Duas das urnas do DF passam pelo Teste de Integridade com Biometria, na Escola Canadense de Brasília. Eleitores voluntários autorizam o uso da impressão digital para acompanhar essa etapa. A biometria já é obrigatória para votar, segundo regra do TSE.
O procedimento é só no DF?
Não. Cada TRE faz seu próprio sorteio, e o número de urnas varia por estado. O Rio Grande do Sul sorteou 27 urnas; o Espírito Santo, 20; o Mato Grosso do Sul, 23 seções, no mesmo formato do DF.
No Piauí, o TRE sorteou, no mesmo sábado, 23 seções eleitorais que terão urnas auditadas no domingo, em cerimônia pública transmitida ao vivo pelo YouTube do tribunal.
O procedimento é separado da cerimônia nacional em que o TSE atesta os sistemas de totalização e emite a zerésima da eleição presidencial, em Brasília.
Em Minas Gerais, o TRE testou 43 urnas entre as 55,8 mil do estado, mostrando a escala da fiscalização em todo o país.
É o mesmo princípio em todo o país. Comparar, urna por urna, o que a máquina registrou com o que o eleitor realmente escolheu em papel.
O que os 30 anos de urna eletrônica mostram
O teste de hoje se soma a um histórico que já é longo. A urna eletrônica brasileira nunca teve fraude comprovada em 30 anos de uso, segundo levantamento da própria TV Sim Brasil.
Isso não significa ausência de desconfiança pública. O teste de amanhã existe exatamente para dar a quem duvida um jeito de conferir, urna por urna, se o voto registrado bate com o voto dado.
































