O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou neste sábado (3) a última cerimônia para atestar o funcionamento dos sistemas de totalização de votos e emitiu a zerésima da eleição presidencial, comprovante de que não há nenhum voto pré-registrado antes da votação deste domingo (4).

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, acompanhou a cerimônia da plateia do auditório do tribunal, em Brasília. O evento foi aberto à imprensa e a observadores estrangeiros.

O que a cerimônia comprova

A verificação atesta que os sistemas usados neste domingo são os mesmos lacrados e distribuídos em setembro, sem alteração de código. Os testes foram conduzidos pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Julio Valente.

"Estamos usando o código lacrado que foi inspecionado pelas autoridades", disse Valente. Segundo o histórico da urna eletrônica no Brasil, o sistema nunca teve fraude comprovada em 30 anos de uso.

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Quais sistemas foram verificados

Foram conferidos o Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot), o Receptor de Arquivos de Urna, o Sistema Transportador Web e o sistema que informa a situação dos arquivos recebidos. Os quatro cuidam do recebimento, transporte e totalização dos boletins de urna.

O TSE informou que os procedimentos foram concluídos sem irregularidades. A cerimônia teve a presença de representantes de partidos, como o MDB, e de órgãos fiscalizadores como a Procuradoria-Geral Eleitoral, a Câmara dos Deputados e a Controladoria-Geral da União.

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O que acontece agora

Às 14h de sábado, os Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país emitiram suas próprias zerésimas, referentes às disputas de governador, Senado e deputados estaduais e federais.

O TRE-MG havia testado suas urnas dias antes. No TSE são totalizados apenas os votos da eleição presidencial.

No domingo, antes da abertura das seções, os mesários emitem um novo comprovante de zerésima em cada urna, garantindo que nenhuma máquina chegue com voto registrado. As urnas já haviam sido lacradas dez dias antes do pleito.