Uma pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (3), véspera do 1º turno, mostra Elmano de Freitas (PT) com 50% dos votos válidos no Ceará, contra 47% de Ciro Gomes (PSDB). Os dois estão em empate técnico, dentro da margem de erro de 2 pontos.
Mas Elmano está exatamente no patamar que garante vitória sem 2º turno.
O levantamento, encomendado pelo jornal O Povo, ouviu 1.560 eleitores em 59 municípios cearenses nos dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2 pontos e nível de confiança de 95%. Está registrado no TSE sob o código CE-09234/2026.
Em relação à pesquisa Datafolha anterior, Elmano subiu 2 pontos e Ciro caiu 2 — movimento que inverteu o favoritismo que Ciro chegou a ter em levantamentos de meses atrás.
Por que essa disputa é mais que uma eleição comum?
O PT governa o Ceará sem interrupção desde 2007, com Cid Gomes, Camilo Santana, Izolda Cela e, agora, Elmano de Freitas. São quase 19 anos de um mesmo campo político no Palácio da Abolição.
Cid Gomes é irmão de Ciro Gomes. Os dois vêm da família Ferreira Gomes, de Sobral, e foi o grupo político deles que, décadas atrás, uniu-se ao PT e deu origem a essa sequência de governos.
Ciro tenta voltar ao governo do estado 36 anos depois de seu único mandato lá, hoje como adversário do campo que seu próprio irmão ajudou a erguer.
A aliança entre PT e o grupo Ferreira Gomes começou a ruir em 2022, na sucessão de Camilo Santana, e o racha se aprofundou em 2024, quando aliados de Ciro apoiaram um candidato de direita contra o PT na disputa pela prefeitura de Fortaleza.
Segurança pública virou o centro do debate entre os dois candidatos: Ciro usa o tema para pedir mudança, Elmano defende o resultado do próprio governo.
O Ceará teve 3 das 10 cidades mais violentas do Brasil em 2025, o que explica por que a segurança pesa tanto no voto, mesmo com a queda recente nos crimes violentos.
O ponto em aberto
O empate técnico pode terminar de duas formas: com Elmano cravando os 50% + 1 que vencem no 1º turno, ou com a disputa indo a um 2º turno. Isso reabriria a pergunta sobre quem vai governar o Ceará depois de quase duas décadas.





































