Montes Claros, maior cidade do Norte de Minas, tem a 8ª maior quantidade de denúncias de possíveis irregularidades eleitorais do estado. O aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, registrou 105 queixas na cidade até a tarde deste sábado (3), véspera do 1º turno.
No total, foram 5.569 denúncias em 410 municípios de Minas Gerais. O cargo mais denunciado foi o de deputado estadual, seguido por deputado federal e coligação, segundo o levantamento do TSE.
Os tipos de reclamação mais comuns são propaganda em vias públicas, propaganda na internet e distribuição de material gráfico.
O número já é bem maior do que o TRE-MG tinha contabilizado cinco dias antes: eram 3.737 denúncias em 332 municípios em 28 de setembro. Em menos de uma semana, Minas somou mais de 1.800 novas queixas e 78 municípios passaram a registrar ocorrência.
Montes Claros tem 283.455 eleitores aptos a votar neste domingo, o sexto maior eleitorado do estado, atrás de Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora e Betim. Quem ainda tem dúvida sobre onde vota pode consultar o título de eleitor antes de ir à seção.
Como funciona o aplicativo Pardal?
O Pardal Móvel é um aplicativo gratuito do TSE que permite ao eleitor comunicar à Justiça Eleitoral possíveis irregularidades na propaganda. Ele foi regulamentado para as Eleições 2026 pela Portaria TSE nº 451/2026.
O sistema tem três módulos: o Pardal Móvel, para o eleitor denunciar pelo celular; o Pardal ADM, de uso exclusivo da Justiça Eleitoral; e o Pardal Web, com as estatísticas públicas das denúncias.
Para denunciar, o usuário se identifica por e-Título ou conta Gov.br, mas sua identidade permanece protegida por sigilo. É possível anexar fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos à descrição do caso.
Depois do envio, o sistema gera um número de protocolo para acompanhar a ocorrência e classifica a denúncia entre propaganda irregular na internet e outras modalidades.
O Pardal não substitui outros canais. Quando o relato foge do escopo da ferramenta, o eleitor pode ser direcionado ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE) ou ao Ministério Público Eleitoral.
É a mesma frente que levou a ALMG e o TRE-MG a lançarem campanha conjunta contra fake news nesta eleição.
































