O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos afirmou neste sábado (3) que o copiloto do voo FZ1073 da Flydubai tentou um "ataque terrorista" com um machado de emergência, na quarta-feira (30), quando tentou assumir o controle do avião que ia de Dubai a Tel Aviv.
"As investigações sobre o incidente envolvendo o voo FZ1073 da Flydubai constataram que o copiloto havia tentado realizar um ataque terrorista", afirmou o procurador-geral Hamad Saif Al Shamsi.
O que muda com a fala de hoje
É a primeira vez que investigadores dos próprios Emirados classificam oficialmente o episódio como terrorismo. Até então, só autoridades israelenses haviam usado esse termo, enquanto a Flydubai pedia cautela e dizia que os motivos do ataque não estavam esclarecidos.
O avião levava mais de 170 passageiros e tripulantes, a maioria israelense. Só não caiu porque outros tripulantes e passageiros conseguiram conter o copiloto, identificado por fontes da Reuters como Hammam al-Hammami, cidadão de Omã, como a TV Sim já havia mostrado.
O alerta que Omã já tinha dado
Al-Hammami havia sido banido de voar pela Oman Air, companhia aérea nacional do país, em 2025, cerca de um ano antes do ataque. A suspeita, segundo apuração internacional, era de que ele tivesse adotado visões ideológicas radicais.
Ele teria passado um período na Síria e foi encontrado com material extremista enquanto ainda treinava como piloto em Omã. Apesar desse histórico, a Flydubai o contratou depois, para operar justamente a rota entre Dubai e Israel.
Não há declaração pública da empresa sobre como esse histórico passou pela checagem de segurança, que, segundo o levantamento, costuma mirar antecedentes criminais, não sinais de radicalização.
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O que acontece agora
A investigação sobre as motivações do suspeito segue em andamento, liderada pelos Emirados, e as conclusões devem sair quando os "procedimentos necessários" forem concluídos, segundo o procurador-geral.
Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados, disse que o país tem "tolerância zero com o terrorismo". A Flydubai já havia suspendido os voos para Israel depois do episódio.

































