A Câmara dos Deputados elegeu 109 mulheres no domingo (4), recorde histórico para a Casa e 18 a mais que as 91 deputadas de 2022. Elas ocuparão 21% das 513 cadeiras a partir de fevereiro de 2027, início da nova legislatura.

A série histórica mostra o avanço: 45 deputadas em 2006 e 2010, 51 em 2014, 77 em 2018 e 91 em 2022, segundo a Metrópoles. Mesmo assim, serão 404 homens (79% da Casa) contra 109 mulheres (21%).

O avanço parte de um patamar baixo: antes da eleição, as mulheres eram só 17,2% da Câmara, mesmo sendo 52,8% do eleitorado.

O avanço acompanha o que já ocorreu no Senado, que também elegeu um número recorde de mulheres em 2026.

Entre os partidos, PT e PL, que elegeu a maior bancada da Câmara desde a Constituição, lideram o número de deputadas: 26 e 22, respectivamente.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) virou a mulher mais votada da história para a Câmara, com 1,596 milhão de votos. A distribuição é desigual: o Sudeste elegeu 39 deputadas e o Nordeste, 32; DF, Piauí e Roraima não elegeram nenhuma.

Publicidade

O que mudou em relação a 2022

O crescimento de 18 cadeiras repete um movimento que vem de 2014: a bancada feminina quase dobrou em quatro eleições seguidas, saindo de 51 deputadas para 109. Mesmo triplicando desde 2006, a bancada feminina está longe de refletir a maioria de mulheres no eleitorado brasileiro.

O ponto em aberto

O salto de 91 para 109 deputadas é o maior da série, mas deixa a Câmara com menos de 1 mulher a cada 4 cadeiras. Fica a pergunta: no ritmo de 2014 a 2026, quantas eleições faltam para a paridade com o eleitorado?