A consultoria AgRural elevou nesta segunda-feira (5) a previsão da safra de soja 2026/27 do Brasil para 182,7 milhões de toneladas, novo recorde e 2,3 milhões de toneladas acima do ciclo anterior. A estimativa partiu de 182,6 milhões de toneladas.

A área plantada deve chegar a 49,159 milhões de hectares, 1% a mais que na temporada passada. O plantio avançou para 7,3% da área até quinta (1º), ante 3,4% na semana anterior e 9% um ano atrás.

Precisa chover bem em novembro e especialmente em dezembro para ter safra cheia, afirmou Adriano Gomes, analista da AgRural.

O alerta reforça o que o Inmet já vinha apontando sobre chuva abaixo da média no Centro-Oeste, região que concentra parte importante da produção de soja do país.

O ritmo mais lento de plantio já havia feito o preço da saca de soja subir no mercado interno em setembro.

Nem todas as consultorias têm a mesma leitura: no início de setembro, outras projeções divergiam sobre o tamanho da safra 2026/27, com cenários de desaceleração.

Ainda assim, o ritmo fica acima da média de cinco anos, de 5,3%. O plantio do milho verão avançou no Centro-Sul: chegou a 38% da área estimada, ante 34% na semana anterior, mas abaixo dos 40% do ano passado.

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O que isso significa para o produtor

Uma safra recorde tende a pressionar os preços da soja para baixo no mercado interno, já que a oferta maior reduz o poder de barganha do produtor. O cenário só se confirma, porém, se as chuvas de novembro e dezembro vierem como o esperado.

O que acontece agora

A AgRural deve atualizar a previsão da safra nas próximas semanas, à medida que avançam o plantio e as chuvas de primavera. O mercado acompanha de perto o ritmo de vendas da safra atual, que já bateu recorde de cinco anos no Brasil.