No primeiro debate presencial do 2º turno, neste domingo (18), em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobrou do presidente Lula (PT) explicações sobre as saídas temporárias de presos e citou vítimas de crimes cometidos por detentos beneficiados pela medida.
Flávio mencionou dois casos: o assassinato de Renata da Silva Teles, na véspera do Natal de 2023, e a morte de um policial militar de Minas Gerais. Os dois crimes foram cometidos por presos com saidinha autorizada.
"Lula, por que você está sempre pensando nos direitos dos bandidos e não está pensando nos direitos das vítimas?", perguntou Flávio, antes de insistir: "Você é a favor ou contra o marginal ter um direito à saidinha?"
"Não é porque um cidadão saiu e cometeu um erro que você vai punir milhares de pessoas que conquistaram o direito de sair diante da Justiça brasileira", respondeu Lula.
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O presidente defendeu que o benefício vale para quem demonstra bom comportamento e está em processo de recuperação. "Se a pessoa tiver tido um comportamento decente, se a pessoa estiver se recuperando, é justo que a pessoa saia para ver a sua família", disse.
Aquele que praticou estupro não sai. Aquele que praticou violência contra a mulher não sai.
Completou Lula, ao detalhar quem fica de fora da saidinha, reforçando que vê o sistema prisional "na perspectiva de recuperar as pessoas". Na mesma resposta, ele citou a possibilidade de Flávio indultar o pai, Jair Bolsonaro, caso seja eleito.
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É argumento que o petista já tinha usado antes, ligando o tema ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, do maior rombo bancário da história do país. Flávio, por sua vez, rebateu dizendo ver mais preocupação com presos do que com vítimas.
Mais tarde na mesma noite, uma suspeita de bomba mobilizou o esquadrão antibomba da PM perto da Band.





























